Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Conselho de Ética da Câmara arquiva pedido de cassação contra deputado Da Cunha

    Parlamentar é investigado por agressões contra a ex-namorada

    Após a votação, Da Cunha se defendeu diante do Conselho de Ética
    Após a votação, Da Cunha se defendeu diante do Conselho de Ética Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

    Rebeca Borgesda CNN

    Brasília

    O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados arquivou, nesta quarta-feira (15), a denúncia contra o deputado Delegado da Cunha (PP-SP), investigado por agressões contra a ex-namorada.

    Os membros do colegiado aprovaram o relatório elaborado pelo deputado Albuquerque (Republicanos-RR). No parecer, o parlamentar recomenda o arquivamento da denúncia, com sugestão de censura verbal.

    O placar de votação foi de 13 votos favoráveis ao arquivamento e cinco contrários. O quórum da sessão foi de 19 deputados.

    Após a votação, Da Cunha se defendeu diante do Conselho de Ética. O parlamentar pediu desculpas pelo fato e falou em “respeito a todas as mulheres”.

    “Quero publicamente me desculpar, não admitindo o fato, mas toda essa repercussão negativa, e expressar meu respeito a todas mulheres do Brasil, inclusive a minha ex-companheira, com meus filhos, minha família. É um momento extremamente delicado e muito desgastante, afirmou Da Cunha.

    Durante a sessão, parlamentares de diversos partidos defenderam Da Cunha e afirmaram que não cabe ao Conselho de Ética avaliar um caso de violência doméstica.

    “Não é uma simples dona de casa que foi agredida. A gente não sabe desse ‘diz que me diz’. Quem teve a intenção de machucar quem, quem iniciou essa discussão em um momento que era pra ser de confraternização em uma data festiva. Esses casos são muito complicados de se avaliar no Conselho de Ética. São casos extremamente difíceis de se avaliar”, afirmou o deputado Alexandre Leite (União-SP).

    Da Cunha também foi defendido por parlamentares como Domingos Sávio PL-MG). O deputado Chico Alencar (PSol-RJ) ressaltou a importância de discutir casos de violência contra mulheres.

    “Há fatos que me fazem defender com todo o cuidado a nossa representação. O fato do deputado transcorre no exercício do mandato e se inscreve dentro de uma cultura patriarcal, machista, violenta”, afirmou Chico Alencar.

    Denúncia

    A representação contra o deputado do PP decorre de uma denúncia de agressão registrada por uma ex-namorada dele. Relatada pelo também congressista Albuquerque (Republicanos-RR), a ação foi protocolada pelo PSOL e argumenta que as acusações contra Delegado da Cunha são “gravíssimas”.

    Segundo a vítima, a nutricionista Betina Raísa Grusiecki Marques, o deputado a xingou, ameaçou matá-la e bateu a cabeça dela na parede duas vezes.

    Além disso, a mulher registrou no boletim de ocorrência que foi enforcada e chegou a desmaiar devido aos ataques violentos. O parlamentar negou as acusações.