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    Cirurgia cardíaca de Gleisi Hoffmann foi bem-sucedida, informa hospital

    Deputada passou por procedimento cirúrgico de revascularização do miocárdio na manhã deste sábado (30)

    Antonio Cruz/Agência Brasil

    Fernanda PinottiGabriel Garciada CNN

    A cirurgia cardíaca da presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), deputada Gleisi Hoffmann (PR-PT), foi bem-sucedida, de acordo com boletim médico do hospital DF Star deste sábado (30). O procedimento transcorreu “com sucesso, sem quaisquer intercorrências ou complicações”.

    Hoffmann se submeteu a um procedimento cirúrgico de revascularização do miocárdio na manhã deste sábado. Foram realizados dois enxertos de artéria mamária para restaurar a circulação sanguínea adequada ao coração.

    De acordo com o boletim médico, a deputada foi encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para acompanhamento e observação depois de passar pela cirurgia, procedimento padrão após intervenções desta natureza.

    “A equipe médica responsável permanecerá monitorando o estado de saúde da deputada, que até o presente momento, apresenta sinais vitais estáveis, indicativos de recuperação progressiva”, diz o boletim do hospital.

    A conta da deputada nas redes sociais também publicou o boletim médico:

    Obstrução coronária

    Gleisi foi internada, na quinta-feira (28), no hospital DF Star, no centro de Brasília, após realizar exames de rotina que constataram uma obstrução coronária.

    As artérias coronárias são os vasos sanguíneos que irrigam o músculo do coração. O tratamento pode ocorrer por forma medicamentosa ou cirúrgica, dependendo da avaliação médica.

    Segundo boletim médico, o procedimento de revascularização do miocárdio “é rotineiramente realizado em casos de doença arterial coronária, e refere-se à colocação de um enxerto de mamária e uma ponte de safena, que criam um novo caminho para o sangue fluir até o coração”.

    À CNN, o médico Roger Oliveira, cardiologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, explicou que as coronárias são os vasos que levam sangue ao músculo cardíaco, sendo “fundamentais para o funcionamento do coração”.

    “Temos três principais coronárias que vão se subdividindo em ramos menores, semelhante a um tronco de árvore e seus galhos, cobrindo todo o coração”, disse.

    A chamada “obstrução coronária” acontece devido à formação de placas no interior desses vasos. Segundo o cardiologista, essa obstrução vem principalmente de “placas de ateroma”.

    “São placas constituídas por colesterol, cálcio, células como linfócitos e outras substâncias”, pontuou Oliveira.

    Com o passar do tempo, a parede do vaso fica mais rígida, a placa aumenta e o diâmetro da artéria diminui.

    “O aumento dessa placa pode reduzir o fluxo sanguíneo das coronárias, o que pode causar sintomas como dor no peito, falta de ar, e, por fim, causar o infarto do miocárdio, que é a obstrução total ou quase total da coronária”, explicou.

    Veja também: Lula caminha e faz fisioterapia após cirurgia, diz boletim médico