Com aumento de desgaste, ministro da Educação sinaliza pedir afastamento do cargo

De acordo com integrantes do governo, a decisão pode ser tomada até a terça-feira (29) em uma tentativa de evitar que crise política afete a campanha do presidente

Gustavo UribeTeo Curyda CNN

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Com o aumento do desgaste público, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, sinalizou que pretende se afastar do cargo até o final das investigações sobre supostas irregularidades na pasta.

Segundo relatos feitos à CNN Brasil por integrantes do governo, a decisão deve ser anunciada até terça-feira (29). O objetivo seria evitar um prolongamento do desgaste sobre o presidente Jair Bolsonaro.

Neste final de semana, segundo interlocutores do presidente, o ministro conversou com Bolsonaro sobre o assunto. Na conversa, o presidente teria afirmado que pretende deixar no comando da pasta um nome técnico.

O principal cotado é o secretário-executivo da pasta, Victor Godoy Veiga, auditor de careira da CGU (Controladoria-Geral da União).

O objetivo é evitar que o posto seja assumido por um nome indicado pelo bloco do Centrão, mantendo a pasta sob o controle do setor ideológico do governo federal.

Em áudios obtidos pelo jornal “Folha de S.Paulo”, Ribeiro afirma que recebeu um pedido do presidente para que a liberação de verbas da pasta seja direcionada para prefeituras específicas a partir da negociação feita por dois pastores evangélicos que não possuem cargos no governo federal.

Na gravação, Ribeiro diz que se trata de “um pedido especial do presidente da República”. Em entrevista à CNN, o ministro afastou a participação do presidente.

Procurados pela CNN Brasil, o ministro não atendeu ao pedido da reportagem e o Palácio do Planalto ainda não se manifestou.

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