Com coronel da PM como vice, PSOL lança Renata Souza à prefeitura do Rio

Deputada estadual, que foi chefe de gabinete da vereadora Marielle Franco, terá como companheiro de chapa o coronel da reserva da Polícia Militar Íbis Pereira

O PSOL oficializou a candidatura da deputada estadual Renata Souza à prefeitura do Rio de Janeiro
O PSOL oficializou a candidatura da deputada estadual Renata Souza à prefeitura do Rio de Janeiro Foto: Divulgação/ renatasouzapsol/ Flickr

Stéfano Salles, da CNN no Rio de Janeiro

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O PSOL lançou a deputada estadual Renata Souza, de 38 anos, candidata à prefeitura do Rio de Janeiro, em convenção online realizada na quinta-feira (3). Ela substituirá o deputado federal Marcelo Freixo, candidato do partido ao cargo nas últimas eleições.

Ela terá como candidato a vice-prefeito o coronel da reserva da Polícia Militar Íbis Pereira, também do partido, em uma chapa puro-sangue. Foram anunciados também 46 candidatos a vereador pelo partido. 

Renata tentará atrair o eleitorado que, nos pleitos de 2012 e 2016, votou em Freixo. Antes de desistir da disputa, por entender que não seria possível montar uma ampla frente de esquerda, ele aparecia como terceiro colocado nas pesquisas de intenção de voto.

A candidatura de Renata Souza conta com os apoios de duas outras legendas: Unidade Popular (UP) e Partido Comunista Brasileiro (PCB). O partido conversou com outras legendas, mas a desistência do deputado federal reduziu o espectro de alianças. 

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Deputada de primeiro mandato, Renata é presidente da Comissão Permanente de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Ela foi chefe de gabinete da vereadora Marielle Franco, assassinada em 14 de março de 2018, em um crime ainda inexplicado.

Renata Souza apresentou sua candidatura como uma alternativa em relação ao trabalho de dois grupos políticos, os de Eduardo Paes (DEM) e Marcelo Crivella (Republicanos). 

“É tempo de ousadia e responsabilidade. Existe opção além dos dois grupos que comandaram a cidade nos últimos 12 anos. Eles são, de um lado, políticos que se utilizam de ferramentas fascistas para esconder a realidade em benefício próprio, e de outro lado, aqueles que vendem a imagem de bons administradores para entregar o município a grupos econômicos, encarecendo a cidade em vez de diminuir desigualdades”, disse a candidata. 

Impeachment esvazia convenção

A convenção do PSOL foi esvaziada porque, no mesmo horário, a Câmara Municipal apreciava o pedido de abertura do processo de impeachment de Marcelo Crivella, movido pela própria deputada, em virtude do caso dos “Guardiões do Crivella”.

De acordo com denúncia da TV Globo, a prefeitura mantinha equipes de funcionários comissionados nas portas dos hospitais municipais para constranger profissionais de imprensa e contribuintes que denunciassem problemas na saúde. 

Por causa da votação, os seis vereadores da bancada do PSOL no Palácio Pedro Ernesto, a segunda maior da casa, não estiveram presentes na convenção. O pedido de Renata, no entanto, não prosperou e foi rejeitado por 25 votos a 23.

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