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    Com Vieira no Itamaraty, cresce a pressão por lideranças femininas na diplomacia

    Expectativa é de que uma mulher seja indicada para o cargo de secretária-geral do Ministério das Relações Exteriores

    Palácio do Itamaraty, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília
    Palácio do Itamaraty, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

    Pedro NogueiraLarissa Rodriguesda CNN

    Em Brasília

    Após o anúncio do embaixador Mauro Vieira para o Ministério das Relações Exteriores do futuro governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cresce a expectativa interna no Itamaraty para a escolha de uma mulher para o cargo de secretária-geral do órgão.

    A escolha para a Secretaria-Geral pode ser anunciada já na próxima semana, após o retorno de Mauro Vieira ao Brasil. Atualmente, ele está na embaixada brasileira na Croácia.

    Setores mais progressistas da diplomacia esperavam uma liderança feminina para o Itamaraty já no cargo de ministro. De acordo com diplomatas ouvidos pela CNN, a expectativa agora é de indicação de mulheres não só para a Secretaria-Geral, mas também para os postos mais prestigiosos da diplomacia brasileira no exterior.

    O cargo é privativo de ministros de primeira classe, o grau mais elevado da carreira de diplomata. A Secretaria-Geral é um posto chave no planejamento e execução da política externa brasileira. Assim como a chefia do Ministério, a função nunca foi ocupada por uma mulher.

    Os dois nomes mais citados entre os diplomatas são as embaixadoras Maria Luiza Viotti e Maria Laura Rocha. Ambas foram cotadas também para o cargo de chanceler e são próximas do embaixador Celso Amorim, que já foi ministro das Relações Exteriores e da Defesa e é o nome de confiança de Lula para assuntos internacionais.

    Viotti é economista e diplomata de carreira. Já foi chefe de gabinete do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, em um movimento de ampliação da presença de mulheres em postos chave das Nações Unidas. Ela também foi embaixadora do Brasil na ONU e na Alemanha.

    Maria Laura Rocha tem uma trajetória reconhecida nos órgãos multilaterais. Foi chefe da delegação do Brasil na FAO, a organização da ONU para Alimentação e Agricultura, e na Unesco. Atualmente é embaixadora do Brasil na Romênia. A escolha de Maria Laura para o cargo teria um significado adicional: responder à pressão por mais pessoas negras em cargos-chave do novo governo.