Comandante do Exército diz que militares têm compromisso com ‘estabilidade’

Na cerimônia do Dia do Soldado, o presidente Jair Bolsonaro preferiu não discursar, embora houvesse expectativa sobre uma possível fala do chefe do Executivo

João de Marida CNN

Em São Paulo

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O comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, afirmou, nesta quarta-feira (25), que os militares têm compromisso com a tranquilidade e estabilidade do Brasil. A declaração foi feita em Brasília, na cerimônia de comemoração do Dia do Soldado.

Ao lado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o militar afirmou ainda que as Forças Armadas estão comprometidas com os valores “mais nobres da pátria”. Houve um desfile militar para a apresentação das tropas ao presidente da República.

O momento desta justa homenagem aos soldados, que muito contribuíram e contribuem para a unidade e a grandeza do Brasil, nos motiva a reafirmar o compromisso com os valores mais nobres da pátria e com a sociedade brasileira em seus anseios de tranquilidade, estabilidade e desenvolvimento

General Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, comandante do Exército

Na cerimônia, Bolsonaro preferiu não discursar, embora houvesse expectativa sobre uma possível fala do chefe do Executivo.

A celebração do Dia do Soldado ocorre em um momento de tensão entre os Poderes devido às falas de Bolsonaro sobre uma possível atuação contra o Supremo Tribunal Federal (STF) após decisões contrárias ao presidente.

Pedido de impeachment do ministro do STF

Na última sexta-feira (20), Bolsonaro apresentou um pedido de impeachment no Senado contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Em entrevista à CNN nesta segunda-feira (23), o ex-presidente do Supremo Cezar Peluso afirmou que o pedido de impeachment não possui “nenhuma viabilidade política”. O protocolo precisa ser analisado pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

No mesmo dia, o próprio presidente do Senado afirmou que não há previsão para analisar o pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Alexandre de Moraes.

“Deve-se levar em conta os aspectos políticos do pedido de impeachment, mas sobretudo a técnica e os aspectos jurídicos. Existe uma lei que estabelece um rol taxativo do que pode ser uma situação de impeachment, e é essa avaliação que será feita pela presidência do Senado Federal, à luz do que a lei e a Constituição determinam, e é isso o que eu farei como presidente do Senado”, disse.

Na cerimônia de hoje mais cedo, além de Bolsonaro, estiveram presentes o vice-presidente, Hamilton Mourão (PRTB), o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

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