Comissão aprova moção de louvor às mães das vítimas de megaoperação no Rio
Requerimento apresentado na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados questiona medidas do governo Cláudio Castro (PL)

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (18), uma moção de louvor e solidariedade às mães das vítimas da megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, que ocorreu no dia 28 de outubro e deixou 121 mortos.
O requerimento, de autoria da deputada federal Enfermeira Rejane (PCdoB-RJ), diz que a operação foi uma "jogada política do governador Cláudio Castro (PL)" e "apoiada por seus pares da direita, para colocar em pauta a segurança, tentando desviar o foco da ascensão positiva do governo Lula".
A parlamentar destacou ainda que "quem mais sofre com essas mortes, são as mães pobres e pretas das favelas e comunidades".
"Essa solidariedade exige também um protesto contra o governo Cláudio Castro, a exigência de uma política de desenvolvimento econômico do Estado, e uma política de segurança que envolva articulação de poderes e uma inteligência que vá além de chacinas e armas", finalizou Rejane.
A CNN entrou em contato com o governo do Rio de Janeiro para comentar as declarações da deputada federal e aguarda retorno.
Relembre a megaoperação no Rio
De acordo com o governo do Rio de Janeiro, a megaoperação é considerada a mais letal da história do estado. Dos 117 civis mortos (entre eles quatro policiais), 61 foram retirados de área de mata no dia seguinte à ação.
Batizada de Operação Contenção, a ação ocorreu em conjunto entre as polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro. Para o embate, foram mobilizados cerca de 2.500 agentes das forças estaduais de segurança, resultado de mais de um ano de investigação conduzida pela DRE (Delegacia de Repressão a Entorpecentes).
No início deste mês, a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado aprovou uma moção de louvor aos policiais que morreram durante a ação:
- Heber Carvalho da Fonseca, do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais);
- Cleiton Serafim Gonçalves, do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais);
- Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, chefe do 53º DP (Mesquita);
- Rodrigo Velloso Cabral, inspetor na 39ª DP (Campo Grande).


