Comissão da 6x1 tem audiência em dia de definição do relatório
Relator terá encontro com Hugo Motta para definir ajustes finais do texto que será apresentado na quarta (20) para ser votado na semana que vem

A comissão especial que discute o fim da escala 6x1 na Câmara dos Deputados tem uma audiência nesta terça-feira (19), no mesmo dia em que o relator da PEC, Leo Prates (Republicanos-BA), deve definir o texto que será apresentado.
O deputado terá um encontro com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e com o presidente da comissão especial, Alencar Santana (PT-SP), para definir os últimos ajustes da proposta. O encontro deve ocorrer no final da tarde e tratará dos pontos mais sensíveis do texto. O cronograma estabelecido por Motta definia a apresentação do relatório em 20 de maio.
A votação do relatório na comissão especial está marcada para o dia 26 de maio.
Os três entendem que o texto deve ser “enxuto e conciso” e tem três parâmetros principais: redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, fim da escala 6x1 com dois dias de folga por semana e manutenção dos salários.
A oposição sinalizou que vê com otimismo a proposta e que grande parte das demandas foram ouvidas pelo relator. Entre elas estaria um período mais longo de transição e a convenção coletiva para a definição das jornadas. Outro ponto ainda em debate é uma eventual compensação para as empresas afetadas.
O Planalto, no entanto, tem argumentado que a mudança poderá ser suportada pelo mercado e que nunca antes houve compensação aos empregadores em avanços sociais como reduções de jornada, aumento de salário mínimo e a implementação da CLT (Consolidação das Leis de Trabalho).
A reunião não tem hora marcada, mas deve acontecer depois da audiência pública marcada para às 10h. O encontro da comissão vai discutir os impactos sobre a saúde e exemplos de negociações espontâneas.
Foram convidados representantes do Ministério Público do Trabalho, do Conselho Federal de Psicologia, e da Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas,
A comissão analisa duas propostas que tramitam em conjunto, uma de 2019, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e outra apresentada no ano passado pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP).
Ambas propõem a redução da jornada sem perdas salariais para o trabalhador. A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara aprovou as propostas em 22 de abril, o que abriu caminho para o tema avançar na Casa.
Agora, na comissão especial, os deputados analisam o mérito da proposta, como a possibilidade de um período de transição. Parte dos deputados também defende incentivos ao setor produtivo para compensar possíveis impactos econômicos da medida.


