Como deve ser o julgamento de Bolsonaro? Professora explica

Maíra Salomi, mestre em Direito Penal pela USP, detalha aspectos técnicos do julgamento do ex-presidente

Da CNN Brasil
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O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus, acusados de articular um golpe de Estado após as eleições de 2022, com início nesta terça-feira (2) marca um momento histórico no cenário jurídico brasileiro.

Em entrevista à CNN, Maíra Salomi, mestre em Direito Penal pela USP, avaliou que o processo é inédito, principalmente devido aos crimes em questão, incluídos na legislação em 2021.

A especialista explicou que, caso algum ministro apresente pedido de vista durante o julgamento, poderá permanecer com os autos por, no máximo, 90 dias. Ela destacou ainda que há dois tipos principais de recursos cabíveis: os embargos de declaração e os embargos infringentes.

Os embargos de declaração têm alcance restrito, servindo apenas para esclarecer pontos da decisão, e são julgados pela própria Primeira Turma.

Já os embargos infringentes, considerados mais relevantes, são possíveis quando há pelo menos dois votos pela absolvição de um dos réus. Nessa hipótese, a análise é feita pelo plenário.

Após o trânsito em julgado, ainda existe a possibilidade de uma revisão criminal perante a Suprema Corte, caso surjam novas provas ou seja identificado algum erro Judiciário.

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