Condenado pelo STF, defesa de Delgatti pede progressão para semiaberto
Hacker e a deputada federal licenciada Carla Zambelli foram condenados por invadir o sistema do CNJ; parlamentar está foragida

A defesa do hacker Walter Delgatti Neto, condenado no STF (Supremo Tribunal Federal) no caso da invasão do sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) junto com a parlamentar licenciada Carla Zambelli (PL-SP), pediu na Justiça a progressão do regime fechado para o semiaberto.
O pedido foi protocolado nesta segunda-feira (7), segundo informou a defesa à CNN.
A solicitação foi protocolada no Deecrim (Departamento Estadual de Execução Criminal), órgão do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo). O hacker está preso em Tremembé, no interior do estado.
Delgatti foi condenado a oito anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado, e multa de 480 salários-mínimos. Além disso, ele e Zambelli devem pagar juntos R$ 2 milhões por danos morais e coletivos.
Segundo a defesa, o pedido para progressão de pena levou em consideração que o hacker já cumpriu mais de 20% da pena, ou seja, 2 anos. Também alega que o condenado apresenta "ótimo comportamento carcerário" e que demonstra "compromisso com o processo de readaptação e ressocialização".
Delgatti está preso desde junho de 2023, após descumprir restrições impostas pela Justiça. A prisão definitiva, para execução de pena dele e de Zambelli, foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), em 6 de junho deste ano.
O hacker ficou conhecido nacionalmente por invadir celulares de autoridades ligadas à investigação da Operação Lava Jato.
Condenação com Zambelli
Delgatti e Zambelli foram condenados pelo STF em maio deste ano pelos crimes de invasão de dispositivo informático, falsidade ideológica e inserção de dados falsos no sistema do CNJ. Carla Zambelli também foi condenada a perder o mandato parlamentar.
Zambelli está na Itália e há mais de um mês foragida da Justiça brasileira. O nome dela consta na lista de Difusão Vermelha da Interpol, a rede internacional de polícias, e um pedido de extradição está em tramitação.


