Congresso busca protagonismo com pautas econômicas durante crise entre Poderes

Câmara dos Deputados e Senado dizem que vão tomar à frente dos projetos

Bárbara Baião, da CNN, em Brasília
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Os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG), não falam sobre um possível impeachment do presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) em meio à crise institucional, mas sim sobre as agendas econômicas e a pacificação do clima político.

A aposta dos políticos é ignorar os ataques do presidente e se concentrar em pautas que afetam diretamente o eleitor, como desemprego, inflação e programas sociais.

Um dia após as manifestações de 7 de setembro, Lira, por exemplo, disse que "a Câmara dos Deputados apresenta-se hoje como motor de pacificação".

"Na discórdia, todos perdem, mas o Brasil e a nossa história tem ainda mais o que perder. Nosso país foi construído com união e solidariedade e não há receita para superar a grave crise socioeconômica sem estes elementos."

Já Pacheco afirmou que "é uma crise real que nós vivemos e nós temos que dar solução a ela". "Essa solução não está no autoritarismo, não está nos arroubos antidemocráticos, não está em questionar a democracia", completou.

A articulação política do governo fez chegar ao presidente do Senado uma lista de projetos aprovados na Câmara dos Deputados para serem priorizados. Entre eles, está a reforma do Imposto de Renda.