“Solução não está no autoritarismo”, diz Rodrigo Pacheco

Prtesidente do Senado afirmou que país vive "crise real" e que poderes devem se articular para combater a inflação, a pandemia e as crises elétrica e hídrica

Guilherme VenagliaDouglas Portoda CNN

em São Paulo

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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), se manifestou no início da noite desta quarta-feira (8) após os atos de 7 de setembro. De acordo com o senador, em vídeo publicado no canal da TV Senado, o Brasil enfrenta “uma crise real” em diversas frentes, para a qual “a solução não está no autoritarismo”. Ele não citou nominalmente o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“Então é uma crise real que nós vivemos e nós temos que dar solução a ela. Essa solução não está no autoritarismo, não está nos arroubos antidemocráticos, não está em questionar a democracia. Essa solução está na maturidade politica dos poderes constituídos de se entenderem. De buscarem as convergências daquilo que verdadeiramente interessa aos brasileiros”, disse.

Para Pacheco, a existência de uma crise é “um ponto comum entre todos os brasileiros”. O presidente do Senado e do Congresso Nacional afirmou que a crise é “de fome, de miséria, que bate à porta dos brasileiros”. Citou também o desemprego, a crise energética, a crise hídrica e a pandemia.

Leia a íntegra do que disse Rodrigo Pacheco:

“Nesse 7 de setembro muitos brasileiros foram às ruas e outros milhares não foram. E existe um ponto comum entre todos os brasileiros. Nós vivemos em um país em crise. Uma crise real. De fome, de miséria, que bate à porta dos brasileiros. Sacrificando a dignidade das pessoas. De inflação com a perca do poder de compra dos brasileiros.

As coisas estão mais caras. A crise do desemprego, a crise energética, a crise hídrica. Uma pandemia que entristeceu muito o país. Então é uma crise real que nós vivemos e nós temos que dar solução a ela. Essa solução não está no autoritarismo, não está nos arroubos antidemocráticos, não está em questionar a democracia.

Essa solução está na maturidade politica dos poderes constituídos de se entenderem. De buscarem as convergências daquilo que verdadeiramente interessa aos brasileiros. Por isso é fundamental e a gente deve trabalhar muito por isso que os poderes sentem a mesa. Que os poderes se organizem. Se respeitem. Cada qual cumpra seu papel respeitando o papel do outro, e busquem uma harmonia que vai significar na solução do problema das pessoas.

Não é com excessos, não é radicalismo, não é com extremismo. É com diálogo e com respeito a constituição que nós vamos conseguir resolver o problema dos brasileiros. É isso que os brasileiros esperam de Brasília e dos poderes constituídos.”

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