Conselheiro do Tribunal de Contas do DF é alvo de buscas do Ministério Público

André Clemente, ex-secretário de Economia do Distrito Federal e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal, foi alvo da Operação Tenebris, deflagrada nesta terça-feira (25)

Pedro Ventura/Agencia Brasilia

Giovanna InoueVianey Bentesda CNN

Brasília

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O ex-secretário de Economia do Distrito Federal e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), André Clemente, foi alvo da Operação Tenebris, deflagrada na manhã desta terça-feira (25) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

A busca na casa do ex-secretário faz parte da investigação do superfaturamento e fraude no projeto Brasília Iluminada, que decorou a Esplanada dos Ministérios de dezembro a janeiro e recebeu 50 mil pessoas diariamente.

Além de Clemente, a operação também fez buscas na casa do empresário Marconi José de Souza, da empresa Marc System, que mora no mesmo prédio do ex-secretário, e em outras duas empresas: Primer e Idheas.

De acordo com o MPDFT, são apuradas irregularidades na contratação do Instituto Idheas, que fez parceria com o Governo do Distrito Federal para realização do evento.

As investigações alegam que esta empresa teria sido usada como uma organização social de fachada, o que permitiu subcontratar sem licitação outras empresas.

A CNN entrou em contato com os envolvidos e o Tribunal de Contas do DF, disse em nota que tomou conhecimento da Operação Tenebris por meio da imprensa nesta terça-feira e está acompanhando os desdobramentos dessa operação e, como ela envolve um de seus membros, vai solicitar informações ao Poder Judiciário.

A Secretaria de Economia também se manifestou por nota dizendo que todo o processo de contratação da empresa responsável pela execução do Brasília Iluminada obedeceu à legislação em vigor. “Todo questionamento dos órgãos de controle será respondido, como sempre. As ações do GDF são transparentes e podem ser consultadas nos canais do governo”, escreveram.

 

*Com informações de Agência Brasília

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