Conselho de Ética da Alesp abre procedimento contra deputado que ofendeu papa

Cinco pedidos contra Frederico D'Ávila (PSL) foram unificados, disse presidente da comissão. Relator do caso deve ser escolhido nesta semana

Deputado Frederico D'Ávila, do PSL, na Alesp
Deputado Frederico D'Ávila, do PSL, na Alesp Foto: José Teixeira/Alesp

Carolina FigueiredoGiovanna Galvanida CNN

em São Paulo

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O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) admitiu a abertura de nove processos de representação na terça-feira (23), incluindo cinco que tratavam de ofensas proferidas pelo deputado estadual Frederico D’Ávila (PSL) ao Papa Francisco e a bispos católicos.

No dia 14 de outubro, Frederico D’Ávila chamou de “vagabundo” o arcebispo do Santuário de Nossa Senhora Aparecida, Dom Orlando Brandes, devido a um discurso proferido no dia 12 de outubro, feriado nacional em homenagem à padroeira católica.

Durante a homilia, o arcebispo afirmou que “para [o Brasil] ser pátria amada não pode ser pátria armada”. O deputado repetiu o trecho antes de criticá-lo:

“Você se esconde atrás de sua batina para fazer proselitismo político. A última coisa que vocês tomam conta é da espiritualidade das pessoas, seu vagabundo, safado, que se submete a esse papa vagabundo também”, disse Frederico durante o discurso.

O deputado também afirmou que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) era um “câncer” que precisava “ser extirpado do Brasil”.

Segundo a deputada Maria Lucia Amary (PSDB), presidente do Conselho, o próximo passo é nomear os relatores dos processos admitidos, o que deve ocorrer ainda nesta semana.

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