Convocação de governador e quebras de sigilo ameaçam unidade do G7 da CPI

Debate interno no grupo de senadores que formam maioria na comissão foi um dos temas do novo episódio do podcast Horário de Brasília

Daniela LimaRenata Agostinida CNN

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O depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello aumentou a pressão para que a CPI da Pandemia convoque o governador do Amazonas, Wilson Lima. Senadores do chamado G7, que reúne oposicionistas e independentes, passaram a admitir nos bastidores que a convocação não está descartada. 

Esse debate interno no grupo de senadores que formam maioria na CPI foi um dos temas do episódio desta sexta-feira (21) do podcast Horário de Brasília. Até pouco tempo atrás, integrantes do G7 eram refratários a abrir a possibilidade de levar governadores para não expor aliados e manter o foco nas ações de Jair Bolsonaro. 

Pazuello, porém, transferiu ao estado do Amazonas a responsabilidade pela crise de abastecimento de oxigênio que se abateu sobre Manaus em janeiro deste ano. A avaliação de parte do G7 é que, como o Amazonas está no objeto da CPI, pode haver espaço para chamar Wilson Lima e barrar a convocação de outros governadores. O argumento é que, conforme a CPI avança, ignorar o chefe do governo do Amazonas pode se tornar insustentável. A estratégia é arriscada, insistem outros integrantes do G7 que têm debatido a questão. 

O grupo tenta ainda aparar arestas sobre como encaminhar os pedidos de quebra de sigilo. O debate sobre o tema ameaça expor na comissão um racha já presente nas reuniões do G7. Membros do grupo rechaçam, por exemplo, quebrar o sigilo do vereador Carlos Bolsonaro, enquanto parte entende ser essencial avançar sobre o filho do presidente. 

Wilson Lima, por sua vez, quer evitar a todo custo parar no palco da CPI. A interlocutores, avalia que ninguém que ocupe cargo no Executivo vai se beneficiar comparecendo à comissão neste momento. 

Ele sabe, porém, que sua gestão estará sobre escrutínio em breve. E determinou que sua equipe se prepare. A ideia é que o secretário estadual de Saúde, Marcellus Campêlo, que já foi convocado à CPI, possa fazer a defesa das ações do estado, expondo documentos e troca de correspondências com o Exército, Ministério da Saúde e com a White Martins, principal fornecedora de oxigênio. 

Mas o plano é evitar entrar em rota de colisão com o governo Jair Bolsonaro. A justificativa que será apresentada passa pelo surgimento da nova cepa, que tornou difícil prever o aumento da demanda por oxigênio, e a demora da fornecedora de cilindros em alertar o governo do estado.

Apresentado por Daniela Lima e Renata Agostini, o Horário de Brasília é transmitido ao vivo e com vídeo no site da CNN Brasil e no canal da emissora no YouTube, às sextas-feiras, a partir de 12h30. Depois, os episódios podem ser acessados on demand nas principais plataformas de podcast: Apple Podcasts, Spotify, Amazon Podcasts e Deezer.

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Horário de Brasília ao vivo, com Daniela Lima e Renata Agostini
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