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    Delegado do caso Milton Ribeiro deixa coordenação de inquéritos especiais da PF

    Bruno Calandrini continuará à frente das investigações que trabalhava no CINQ, incluindo a do ex-ministro da Educação

    Vianey Bentesda CNN

    em Brasília

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    O delegado Bruno Calandrini, da Polícia Federal (PF), que cuida da investigação que envolve o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro deixou a Coordenação de Inquéritos Especiais (CINQ). O departamento cuida de autoridades com foro privilegiado.

    De acordo com a PF, já no mês de maio, houve um pedido de Calandrini de seguir para outra unidade. O delegado vai continuar à frente dos inquéritos que vinha trabalhando no CINQ, inclusive o que envolve o do ex-ministro. Ele irá coordenar a Unidade Especiais de Investigação de Crimes Cibernéticos.

    Milton Ribeiro é investigado por possível tráfico de influência e corrupção para a liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), vinculado ao Ministério da Educação (MEC).

    Investigação sobre interferência

    A Polícia Federal abriu uma investigação para apurar a possível interferência no caso de Milton Ribeiro após Calandrini declarar, em carta enviada à equipe da Operação Acesso Pago, que uma ordem superior impediu a transferência de Milton Ribeiro para Brasília. As informações são da analista de política da CNN Thais Arbex.

    “O deslocamento de Milton para a carceragem da PF em SP é demonstração de interferência na condução da investigação, por isso, afirmo não ter autonomia investigativa e administrativa para conduzir o Inquérito Policial deste caso com independência e segurança institucional”, disse o delegado na carta.

    Calandrini ainda revela que mantém a posição de que a investigação foi “obstaculizada” por não realizar a transferência.

    Em suas palavras, Ribeiro foi tratado “com honrarias não existentes na lei”. Isso teria acontecido mesmo com o empenho das equipes da PF que realizaram a operação em Santos, no litoral paulista “e estava orientada, por este subscritor, a escoltar o preso até o aeroporto em São Paulo para viagem à Brasília”.

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