Cotado para superintendência da PF no RJ 'salvou' celular do ministro da Justiça
Ano passado, ele foi o responsável por operação, em uma favela carioca, para recuperar o celular do hoje ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça

O delegado Rodrigo Piovesan Bartolomei está cotado para assumir a superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro.
O delegado foi chefe da Interpol em Brasília, chefe da segurança de dignitários no RJ e atualmente está no Serviço de Repressão a Crimes Cibernéticos da PF do Rio. Ano passado foi o responsável por uma operação, em uma favela carioca, para recuperar o celular do hoje ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça.
O delegado Alexandre Saraiva, que atualmente comanda a superintendência da PF no Amazonas, continua sendo cotado, mas perdeu força. O nome dele era o primeiro na lista do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), porém, no momento, é visto com reservas, devido ao desgaste desde que a troca da superintendência do Rio começou a ser foco da atenção do presidente.
No ano passado, Bolsonaro sugeriu o nome de Saraiva para ficar no lugar do, então superintendente da PF do Rio, delegado Ricardo Saadi.

Moro x Bolsonaro sobre a superintendência do Rio
O comando da superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro virou alvo de embate entre o presidente Bolsonaro e seu ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro.
Em depoimento prestado em 2 de maio à Polícia Federal em Curitiba, Moro confirmou a pressão que sofreu do presidente Jair Bolsonaro para trocar o comando da superintendência do Rio de Janeiro.
De acordo com o ex-ministro, o presidente teria dito: “Moro, você tem 27 Superintendências, eu quero apenas uma, a do Rio de Janeiro”. Moro, no entanto, afirmou que "não afirmou que o presidente teria cometido algum crime" e que "quem falou em crime foi a Procuradoria-Geral da República na requisição de abertura de inquérito".
Já no fim da tarde desta terça (5), após a CNN ter divulgado a íntegra do depoimento de Moro, Bolsonaro afirmou as declarações contidas no depoimento do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública são uma “mentira deslavada”.