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    Cotados para a PGR buscam interlocução com Lula

    Atual chefe do Ministério Público Federal, Augusto Aras, deixa a função em setembro e o presidente petista já sinalizou que pretende definir um substituto até o final deste mês

    Prédio da Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília
    Prédio da Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília Antonio Augusto/Secom/PGR

    Gustavo Uribeda CNN

    Com a proximidade do fim do mandato de Augusto Aras, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem sido procurado por postulantes ao comando da Procuradoria- Geral da República.

    O atual chefe do Ministério Público Federal deixa a função em setembro e o presidente petista já sinalizou que pretende definir um substituto até o final deste mês.

    A ponte dos postulantes com o presidente tem sido feita pelo ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, que tem atendido aos pedidos de audiência.

    Até o momento, três postulantes já se encontraram com o ministro: os subprocuradores-gerais Mario Bonsaglia, Carlos Bigonha e Paulo Gonet.

    O último teve um encontro com Padilha na semana passada e é considerado o favorito para o posto, com apoio de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

    A expectativa é que, nos próximos dias, o ministro se reúna com a subprocuradora-geral Luiza Frischeisen, primeira colocada na lista tríplice elaborada pela ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da Republica).

    Lula já disse que, em conversas reservadas, que não se sente confortável em reencaminhar Aras e que não quer se sentir obrigado a escolher um dos nomes da listra tríplice.

    A ideia, de acordo com assessores do governo, é que o petista comece, a partir da próxima semana, a se debruçar sobre a escolha, inclusive abrindo espaço na agenda para conversar com cotados.

    Já para a vaga da ministra Rosa Weber, que completa 75 anos em outubro, o presidente tem afirmado que não tem pressa e que deve escolher um nome apenas após a aposentadoria da ministra da Suprema Corte.

    Apesar da pressão para que indique uma mulher, Lula não tem garantido, em conversas reservadas, que indicará uma ministra para o posto.

    Segundo relatos feitos à CNN, o petista tem afirmado apenas que indicará um nome de confiança e que o ministro Cristiano Zanin terá participação no processo.

    Nas últimas semanas, o nome da desembargadora Simone Schreiber, do TRF2, tem ganhado força junto a dirigentes petistas.