CPI da Covid vai ouvir ex-ministros para apurar combate à pandemia, diz senador

Alessandro Vieira afirma à CNN que senadores buscarão 'reconstruir' trajetória do Brasil diante da Covid-19 para encontrar erros

Texto por Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo

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Um dos proponentes da CPI da Covid-19, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) afirmou à CNN nesta quinta-feira (8) que uma das primeiras etapas da comissão deve ser ouvir o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e seus três antecessores no governo Bolsonaro, Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich e Eduardo Pazuello.

“Precisamos fazer uma reconstrução passo a passo”, disse Vieira, que citou ainda o pedido de documentos e outras diligências relacionadas. O senador assinou, junto com Jorge Kajuru (Cidadania-GO), o mandado de segurança que levou o ministro Luís Roberto Barroso a obrigar a Casa a instalar a comissão, decisão que será cumprida por Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Segundo o parlamentar, a intenção é de identificar e corrigir os erros na pandemia da Covid-19.

O senador Alessandro Vieira fez críticas duras a Pacheco, classificando como “patética” as suas críticas aos senadores que propõem a CPI e disse que ele se comporta como “rei do Senado” por não ter instalado anteriormente a comissão ao considerar não ser este “o momento ideal”.

Em entrevista coletiva, o senador Rodrigo Pacheco afirmou que o ministro do STF desconsiderou o seu direito a um “juízo de conveniência” da CPI. O parlamentar ainda afirmou acreditar que a comissão vai desviar os esforços do Senado do combate à pandemia e pode ser utilizada como palanque eleitoral para 2022.

Mandetta, demissão, Ministro da Saúde
O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Outro ponto de divergência entre os dois senadores foi a respeito da modalidade da CPI. Na coletiva, Pacheco afirmou resistir à CPI por ter de instalar uma comissão inteiramente presencial, o que seria indesejável durante a pandemia. O senador Alessandro Vieira argumenta que é possível encontrar uma solução intermediária e que não há, nem no pedido nem na decisão de Barroso, a demanda de que os trabalhos sejam presenciais.

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