CPI da Pandemia marca depoimento de Karina Kufa para dia 16

Advogada do presidente Jair Bolsonaro ainda não foi notificada, de acordo com a defesa

Stéfano Sallesda CNN

Rio de Janeiro

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O presidente da CPI da Pandemia no Senado, Omar Aziz (PSD-AM), anunciou nesta sexta-feira (3) que o depoimento da advogada Karina Kufa na comissão será no dia 16. Ela é advogada do presidente Jair Bolsonaro e de outros membros da família. A convocação foi aprovada na terça-feira (31), por solicitação do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

A advogada será defendida pela colega Luciana Pires, que advoga também para o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ). A banca que cuidará dos interesses de Karina Kufa conta ainda André Callegari e Ariel Weber.

Procurada, Luciana Pires informou que a cliente ainda não foi intimada para prestar o depoimento. A convocação de Karina Kufa ocorre porque ela é apontada como responsável por apresentar o advogado Marconny Albernaz Ribeiro ao ex-secretário da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) José Ricardo Santana.

O objetivo da CPI é apurar se ela teve algum tipo de benefício pessoal com a apresentação, porque Marconny tem sido apontado como lobista da Precisa Medicamentos, empresa que desempenhou o papel de intermediária no processo de compra da vacina indiana Covaxin.

Os advogados de Karina Kufa estudam alternativas para evitar que a cliente seja levada à CPI. Uma das alternativas estudadas é evitar que ela seja levada como testemunha, o que permitiria que ela pudesse permanecer em silêncio, prerrogativa exclusiva para investigados, para que não sejam forçados a produzir provas contra si mesmos.

O assunto está em debate na Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O entendimento interno da entidade é que a justificativa para a convocação da advogada é frágil e que submetê-la à CPI pode ser uma medida abusiva.

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