CPI da Pandemia tem que ser técnica, e não pirotécnica, diz senador

Para Girão, CPI da Pandemia não tem cumprido o papel de investigar a corrupção

Senadores na CPI da Pandemia
Senadores na CPI da Pandemia Pedro França/Agência Senado

Da CNN

Em São Paulo

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O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) afirmou, nesta quarta-feira (15), em entrevista à CNN, que a CPI da Pandemia deveria ser técnica, e não pirotécnica como, segundo ele, vem acontecendo. 

“A CPI tem que ser técnica, e não pirotécnica. O que a gente vê é que já existe algo pessoal, uma motivação pessoal da cúpula da CPI com a figura do presidente da República. Essa convocação para o lado pessoal, sem elementos, pode descredibilizar mais ainda a CPI, que já está descredibilizada”, afirmou o senador.

Girão ainda afirmou que a CPI da Pandemia não tem cumprido o papel de investigar a corrupção.

“Diferente de outras CPIs que nós tivemos um resultado mais palatável em termos de materialidade, essa CPI não está cumprindo o papel de investigar corrupção no Brasil”, completou Girão.

A comissão ouviu nesta quinta o depoimento de Marconny Faria, apontado pelas investigações da comissão como um lobista da Precisa Medicamentos junto ao Ministério da Saúde. O relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), incluiu Marconny como um dos investigados da Comissão.

Ainda nesta quinta, os senadores decidiram convocar segunda ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Ana Cristina Valle. Marconny pediu a Ana Cristina que intercedesse junto ao Palácio do Planalto para nomear um dos nomes da lista tríplice para a Defensoria Pública Geral Federal.

(Publicado por Evandro Furoni)

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