CPI manda informações de fake news de Bolsonaro sobre vacinas e Aids ao STF

Requerimentos do senadores Alessandro Vieira e Randolfe Rodrigues foram aprovados pelos senadores antes da votação do relatório final da CPI

Giovanna GalvaniTainá Farfanda CNN

em Brasília e São Paulo

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Os senadores da CPI da Pandemia aprovaram, nesta terça-feira (26), um requerimento do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) para enviar ao Supremo Tribunal Federal (STF) informações sobre uma notícia falsa propagada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em suas redes sociais.

No requerimento, é solicitado ao ministro Alexandre de Moraes que Bolsonaro seja investigado pela fala que associou erroneamente vacinas contra a Covid-19 com a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids) no âmbito do inquérito das Fake News, relatado por Moraes.

Também foi aprovado um requerimento do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que solicitou “a transferência de sigilos, a suspensão de acesso a redes sociais e a retratação do Presidente da República quanto às suas recentes declarações sobre a Covid-19 e HIV”.

As transmissões ao vivo que continham a declaração de Bolsonaro foram excluídas do Facebook, Instagram e YouTube por infringirem regras das plataformas sobre a divulgação de notícias falsas envolvendo os imunizantes. Entenda porque as vacinas da Covid-19 não estão relacionadas ao vírus HIV e à Aids.

Alessandro Vieira argumentou que, além da fala sobre a Aids, Bolsonaro citou “um suposto estudo atribuído a Anthony Fauci, que “a maioria das vítimas da gripe espanhola não morreu de gripe de espanhola”, o que também é falso.

O senador citou matérias de agências de checagem sobre o tema e disse que “as duas declarações em tela fazem parte de um contexto bastante mais amplo de sucessivas e reiteradas manifestações criminosas do Sr. Presidente da República”.

Vieira ainda acrescentou que Bolsonaro, se não fosse presidente, provavelmente já teria sido preso preventivamente pela repetição de atos relacionados à divulgação de notícias falsas.

“Esta Comissão Parlamentar de Inquérito deve encaminhar o presente requerimento ao eminente Ministro do Supremo Tribunal Federal, Sr. Alexandre de Moraes, relator do inquérito 4.781, para que tome ciência dos termos da declaração do Sr. Presidente da República no dia 21 de outubro do corrente ano, para exame do potencial cometimento dos crimes em epígrafe, com flagrância e continuidade, determinando a retirada do conteúdo do ar e adotando demais providências que entender pertinentes”, pede Vieira ao fim.

Nas redes sociais, Randolfe Rodrigues comentou a aprovação de seu requerimento.

 

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