YouTube derruba vídeo de Bolsonaro associando vacinas e Aids

Mais cedo, o Facebook e o Instagram também excluíram a live do presidente, transmitida na última quinta-feira (21)

André RosaAnna Gabriela Costada CNN

em São Paulo

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A plataforma YouTube removeu, nesta segunda-feira (25), o vídeo da live do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), onde ele associa a vacina contra a Covid-19 ao desenvolvimento do vírus da Aids. Segundo o YouTube, o vídeo violou diretrizes de desinformação médica.

“Removemos um vídeo do canal de Jair Bolsonaro por violar as nossas diretrizes de desinformação médica sobre a Covid-19 ao alegar que as vacinas não reduzem o risco de contrair a doença e que causam outras doenças infecciosas”, informou a plataforma.

Mais cedo, o Facebook e o Instagram também excluíram a live do presidente, transmitida na última quinta-feira (21).

“As nossas diretrizes estão de acordo com a orientação das autoridades de saúde locais e globais, e atualizamos as nossas políticas à medida que a orientação muda. Aplicamos as nossas políticas de forma consistente em toda a plataforma, independentemente de quem for o criador ou qual a sua opinião política”, acrescentou o YouTube.

À CNN, a assessoria de imprensa do YouTube afirmou que presidente desrespeitou as regras da plataforma, com isso, sofrerá as sansões contidas nos conceitos básicos sobre os avisos das diretrizes da comunidade.

Ainda de acordo com a assessoria de imprensa, no final de julho desse ano, Jair Bolsonaro foi notificado do alerta por violar uma regra pela primeira vez. Nesta segunda-feira (25/10), recebeu o Primeiro Aviso, conforme o conceitos básicos sobre os avisos das diretrizes da comunidade.

Os conceitos básicos sobre os avisos das diretrizes do YouTube podem ser verificados aqui.

Associações médicas repercutem

A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e a Associação Médica Brasileira (AMB) lançaram uma nota para rebater a afirmação do presidente. Segundo os especialistas, não se conhece nenhuma relação entre a vacina e a Aids. As entidades ainda reforçam que pessoas que têm a síndrome devem ser vacinadas, inclusive com a dose de reforço.

Em uma entrevista à rádio Caçula FM, de Três Lagoas (MS), nesta segunda-feira (25), Bolsonaro comentou sobre a declaração na transmissão ao vivo de quinta-feira.

“Na segunda-feira (18), a revista Exame fez uma matéria sobre vacina e Aids. Eu repeti essa matéria na minha live e a Exame falou de Fake News. Foi a própria Exame que falou da relação de HIV com vacina. Eu apenas falei sobre a matéria da revista Exame. E dois dias depois a Exame me acusa de ter feito Fake News sobre HIV e vacina. A gente vive com isso o tempo todo… certos órgão de imprensa são fábricas de Fake News”, disse o presidente.

A revista Exame informou que não irá se posicionar sobre a declaração do presidente Jair Bolsonaro.

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