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    CPMI descarta adiar entrega de relatório para usar dados de ex-diretor da PRF

    Cúpula da comissão avalia que não há tempo hábil para aguardar julgamento em plenário de decisão que suspendeu a quebra dos sigilos de Silvinei Vasques

    O presidente da CPMI do 8 de janeiro, Arthur Maia (União-BA), ao lado da relatora da comissão, senadora Eliziane Gama (PSD-MA)
    O presidente da CPMI do 8 de janeiro, Arthur Maia (União-BA), ao lado da relatora da comissão, senadora Eliziane Gama (PSD-MA) Geraldo Magela/Agência Senado

    Marina Demorida CNN

    Brasília

    A cúpula da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura os atos de 8 de janeiro descarta a possibilidade de adiar a data de entrega do relatório da senadora Eliziane Gama (PSD-MA), prevista para o dia 17 de outubro.

    O adiamento poderia viabilizar o uso dos dados obtidos em quebras de sigilo do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, caso os ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal discordem de Kássio Nunes Marques, que suspendeu, em decisão monocrática, os efeitos da medida aprovada pela comissão.

    O caso foi pautado para o plenário virtual. O julgamento deve ocorrer entre os dias 20 e 28 de outubro — data posterior a apresentação do relatório.

    Os parlamentares tiveram acesso aos dados de Vasques antes das quebras de sigilo serem suspensas pelo ministro, mas não poderão utilizar as informações no relatório final. A equipe de Eliziane Gama ainda avalia o que poderá ser feito.

    A decisão de Nunes Marques gerou incômodo entre os parlamentares que já vinham questionando habeas corpus que foram concedidos por outros ministros do Supremo, e que permitiram a ausência ou o silêncio de depoentes convocados pelo colegiado.

    Na terça-feira (3), o presidente da CPMI, deputado Arthur Maia (União-BA), disse que acionou a advocacia do Senado Federal para recorrer da decisão.