Cresce no Republicanos tendência de se afastar de Bolsonaro e ficar neutro na eleição

Cúpula da sigla tem feito consultas regionais à bancada do partido para medir a temperatura em relação à posição da legenda neste ano

Thais Arbexda CNN

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Apontado como integrante do tripé de sustentação da campanha à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL), o partido Republicanos caminha para a neutralidade na disputa pelo Palácio do Planalto.

A CNN apurou que a cúpula da sigla tem feito consultas regionais à bancada do partido para medir a temperatura em relação à posição da legenda neste ano.

Integrantes do partido disseram à CNN, em caráter reservado, que, na bancada de São Paulo, por exemplo, a maioria dos deputados defende a neutralidade nas eleições.

A posição dos parlamentares paulistas têm se repetido nas outras regiões. A neutralidade, na prática, libera os candidatos nos Estados a subirem no palanque que for mais vantajoso.

De acordo com relatos, hoje, a direção do Republicanos só trabalha com dois cenários: apoiar a reeleição de Bolsonaro ou ficar neutro.

Diferentemente do que foi aventado, a cúpula da sigla não cogita a possibilidade de se aliar ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ex-juiz Sergio Moro (Podemos).

Hoje, na avaliação dos integrantes da sigla, o fato de o Republicanos estar no primeiro escalão do governo Bolsonaro, com o ministro da Cidadania, João Roma, não tem impactado positivamente para a disputa eleitoral.

A decisão final do Republicanos, no entanto, só deve sair só depois de 2 de abril, depois do prazo final estabelecido pela Justiça Eleitoral para a janela partidária, período em que deputadas e deputados federais, estaduais e distritais poderão trocar de partido para concorrer às eleições sem perder o mandato.

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