Debate não foi criado por estarmos em ano eleitoral, diz Hugo sobre PEC 6x1

Presidente da Câmara minimizou críticas sobre o apelo eleitoral da redução da jornada de trabalho e afirmou haver "ambiente favorável" para aprovação

Emilly Behnke, da CNN Brasil
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse nesta quinta-feira (7) que o debate da redução da jornada de trabalho não foi "inventado" em função das eleições deste ano.

Segundo ele, a discussão do fim da jornada 6x1 não terá um vencedor no campo eleitoral, mas, sim, um ganho para a sociedade brasileira. Ele declarou haver um "ambiente favorável" para a aprovação na Casa.

"É um debate que não foi criado e nem inventado porque estamos no ano eleitoral. É uma pauta que já vem de muitos anos", disse em entrevista a jornalistas na Paraíba.

Na visão de Hugo, o melhor cenário para evitar contaminar a proposta com o período eleitoral seria a votação na Câmara e no Senado antes do recesso parlamentar, até julho.

"Que ainda, quem sabe, no mês do trabalhador, nós possamos ter a aprovação não só na comissão especial como também no plenário da Câmara. Para que dê tempo, justamente para blindar dessa questão eleitoral, de o Senado ter a condição de votar antes do recesso e a gente possa ir para o momento da eleição com essa situação resolvida", disse.

O plano de trabalho apresentado pelo relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), prevê a votação no colegiado especial no dia 26 de maio e a análise no plenário no dia 27.

Hugo Motta tem pressionado pelo avanço célere do debate. Segundo ele, é preciso que a discussão tenha "início, meio e fim". Ele criticou estratégias para atrasar a votação do texto e defendeu que setores produtivos "sentem à mesa" para negociar.

Nesta quinta, a pedido de Hugo Motta, integrantes da comissão especial da PEC 6x1 participam de audiência sobre a proposta na Assembleia Legislativa do Estado da Paraíba. O debate também tem a participação do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.