Decisão foi do Senado, não do povo, diz Randolfe após rejeição de Messias
Senado rejeitou, por 42 votos a 34, a indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quarta-feira (29)
O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que a decisão do Senado em rejeitar, por 42 a 34, a indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quarta-feira (29), não representa a opinião do povo. "É uma decisão dos senadores, não é uma decisão do povo brasileiro. O povo brasileiro vai eleger o Lula em outubro", afirmou o petista.
Segundo o governista, "Desde o começo nós sabíamos que ia ser uma votação apertada como de fato foi". Para ele, "o processo eleitoral funcionou, teve uma pressão, tiveram vários fatores do processo eleitoral que acabaram impactando nessa decisão".
Para a aprovação no plenário, eram necessários ao menos 41 votos. O governo calculava ter o apoio de 45 senadores, enquanto integrantes da oposição afirmavam ter ao menos 30 votos contrários.
"Eu já esperava um placar de 16 na CCJ, nós tínhamos consciência de que seria um placar apertado no Plenário, mas não iríamos, de forma alguma, dizer para vocês, antes da votação aqui que nós esperávamos um placar negativo” , disse Randolfe.
A votação é secreta, o que implicou incerteza nas estimativas. "Não vamos transformar isso numa caça às bruxas. Ninguém vai perder tempo procurando saber quem votou a favor e quem votou contra", disse o petista.


