Defesa de Augusto Heleno critica processo da trama golpista: "Perseguição"

General foi condenado a 21 anos de prisão; militar foi levado ao Comando Militar do Planalto nesta terça-feira (25)

Tiago Tortella, da CNN Brasil, em São Paulo
Augusto Heleno, ex-ministro-chefe do GSI  • 09/06/2025 - Ton Molina/STF
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A defesa do general Augusto Heleno criticou, nesta terça-feira (25), o processo relacionado à trama golpista e o início da execução da pena dos réus do núcleo 1, alegando “ilegalidade e perseguição”.

O ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) foi condenado a 21 anos de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

Os representantes do general afirmaram que o processo se tornou um "julgamento de exceção" e reafirmaram convicção de que o ex-ministro é inocente.

"Diante da ilegalidade e da perseguição, nossa luta pela anulação deste processo viciado e pelo reconhecimento formal de sua inocência será incansável e intransigente", afirmaram.

Augusto Heleno foi detido nesta terça-feira (25) após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Ele foi levado para o Comando Militar do Planalto, acompanhado por generais de quatro estrelas, conforme revelou Jussara Soares, analista de Política da CNN Brasil.

Em nota, o Exército afirmou que a rotina do general "seguirá as normas vigentes aplicadas à custódia de militares em organizações do Exército".

O Supremo também solicitou ao STM (Superior Tribunal Militar) que analise a perda de patente dos militares envolvidos na trama golpista.

Leia a íntegra da nota da defesa de Augusto Heleno

"A legitimidade de um sistema de justiça é inseparável da confiança pública em sua imparcialidade.

É com profunda indignação que assistimos a um processo que se desvia de sua finalidade, transformando-se em um julgamento de exceção.

Quando a influência política e a narrativa se sobrepõem à análise técnica das provas, o Estado de Direito é ferido. A defesa da democracia exige que as instituições sejam e pareçam justas.

Reafirmamos nossa absoluta convicção na inocência do General Augusto Heleno. Diante da ilegalidade e da perseguição, nossa luta pela anulação deste processo viciado e pelo reconhecimento formal de sua inocência será incansável e intransigente."