Defesa de Bolsonaro terá 24 horas para explicar violação da tornozeleira

Ex-presidente admitiu ter tentado abrir equipamento com ferro de solda

Gabriela Boechat, da CNN Brasil, em Brasília
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O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu 24 horas para que a defesa de Jair Bolsonaro (PL) explique a violação na tornozeleira eletrônica do ex-presidente.

De acordo com relatório da Seape (Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal), um alarme de violação soou às 0h07 deste sábado e uma equipe foi direcionada à casa do presidente para averiguar a situação.

Ao chegar ao local, os agentes encontraram a tornozeleira com marcas de queimadura e avarias especialmente no ponto de fechamento. Ao ser questionado, Bolsonaro admitiu ter utilizado um ferro de solda para tentar abrir o aparelho, por "curiosidade", no final da tarde de sexta-feira (21). Aliados do ex-presidente dizem que ele estava "em surto".

 

Jair Bolsonaro foi preso na manhã deste sábado e conduzido a uma cela especial na Superintendência da Polícia Federal. Na decisão que determinou a preventiva, Moraes citou a vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), além da tentativa de violação da tornozeleira eletrônica, como motivos para decretar a prisão.

A ação visa impedir uma fuga do ex-presidente e não configura início do cumprimento da pena imposta na ação do plano de golpe. Bolsonaro ainda tem direito a mais um recurso no STF, que deve ser entregue pelos advogados até segunda-feira (24). Somente após a rejeição desse recurso é que o ex-presidente começaria a cumprir a pena imposta pela condenação: 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado.