Defesa de Wilson Witzel pede suspensão do processo de impeachment

Advogado foi notificado oficialmente da abertura de processo contra governador do RJ

Stéfano Salles, da CNN no Rio de Janeiro
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O advogado de Wilson Witzel (PSC), Manoel Peixinho, foi notificado na tarde desta terça-feira (23) da abertura do processo de impeachment contra o governador. O ato aconteceu na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), na Rua da Alfândega, no Centro do Rio, e não no Palácio Tiradentes, como especulado anteriormente. O advogado foi notificado pela procuradoria da casa, e apresentou um pedido de suspensão do processo. 

O recurso é motivado pelo entendimento de que o processo não tem um rito claro para ser obedecido, e pela falta de documentos que o advogado entende serem necessários para a condução do processo. 

"Eu pedi a suspensão do processo enquanto não forem juntados aos autos os documentos que estão citados na denúncia, como os inquéritos. E o rito do processo precisa ser definido ou informado" afirmou Peixinho. 

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Documentos como os citados pelo advogado já foram pedidos pela Comissão Especial que avalia o processo de impeachment do governador, presidida pelo deputado estadual Chico Machado (PSD). O grupo, formado por 25 parlamentares, fará nesta quarta-feira sua segunda reunião, que será online, sem transmissão. 

Pelo que apurou a reportagem da CNN, o encontro tem como objetivo justamente dar conhecimento aos membros dos ofícios expedidos aos órgãos públicos e de eventuais respostas recebidas.

A Alerj informou que, com a notificação dos advogados do governador, o prazo de dez sessões para a defesa começa a ser contado a partir da sessão plenária desta quarta-feira (24). Apesar de não haver recesso no mês de julho por deliberação da Alerj, o período em que ele seria realizado não contará para a contagem de prazo para a defesa de Witzel. Assim, ele terá mais tempo para se defender.

"O pedido apresentado pela defesa do governador nesta terça-feira, para suspensão de prazos e esclarecimento do rito, será encaminhado para a procuradoria da Casa, que vai emitir parecer sobre a solicitação. O presidente da Casa, deputado André Ceciliano (PT), destaca que o direito a ampla defesa será sempre respeitado no parlamento", diz a assembleia, em nota.