No novo encontro que terá com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, nesta quarta-feira (31), o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, deverá reforçar o pedido para que a Corte aceite a proposta dos militares de realizar o teste de integridade das urnas eletrônicas nas seções eleitorais.
Hoje, os testes são realizados nos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) no mesmo dia da eleição, e é acompanhado por empresa de auditoria externa. O objetivo é verificar se o voto depositado é o mesmo que será contabilizado pelo equipamento.
Neste ano, o TSE ampliou de 100 para 600 o número de urnas testadas no dia da eleição. De acordo com os técnicos das Forças Armadas, além da transferência do teste para as seções eleitorais, a participação dos eleitores é fundamental para garantir maior segurança do sistema de votação.
A proposta dos militares é que os eleitores que participem dos testes usem a biometria para destravar as urnas que serão testadas. Segundo militares disseram à CNN, o eleitor não votaria neste momento. Ou seja, o restante do processo de aferição do equipamento seria feito pelas equipes da Justiça Eleitoral, como acontece anualmente.
É com base nisso que os técnicos das Forças Armadas argumentam que a proposta não faria com que o eleitor votasse duas vezes, tampouco violaria o sigilo do voto.



