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    Defesa diz que Bolsonaro ficará em silêncio e pede que seja dispensado de ir à PF

    Depoimento está marcado para quinta-feira (22) e tem relação com investigação sobre suposta tentativa de golpe

    Advogados também citaram preocupações relacionadas à "logística e segurança” apresentadas pela polícia
    Advogados também citaram preocupações relacionadas à "logística e segurança” apresentadas pela polícia 18/10/2023REUTERS/Ueslei Marcelino

    Lucas Mendesda CNN

    Brasília

    A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse, nesta terça-feira (20), que ele ficará em silêncio em depoimento à Polícia Federal (PF) sobre a investigação que apura suposta tentativa de golpe de Estado.

    Os advogados pediram ao ministro Alexandre de Moraes, relator da apuração no Supremo Tribunal Federal (STF), que Bolsonaro seja dispensado do comparecimento pessoal na PF, já que ele fará uso do silêncio.

    A defesa também citou “preocupações relacionadas à logística e segurança” apresentadas pela polícia.

    O depoimento de Bolsonaro está marcado para quinta-feira (22). Além do ex-chefe do Executivo, também serão ouvidos, simultaneamente, outras 13 pessoas, ente elas os ex-ministros Braga Netto, Augusto Heleno e Anderson Torres.

    A manifestação dos advogados de Bolsonaro foi enviada a Moraes no inquérito das milícias digitais.

    Os advogados entendem que não tiveram “acesso integral” a elementos da investigação, “impossibilitando o exercício pleno da ampla defesa”.

    “Por conseguinte, diante da supramencionada violação, o peticionário [Bolsonaro] informa que, caso seja intimado, fará uso do direito ao silêncio”, afirmaram.

    A defesa havia pedido na segunda-feira (19) o adiamento da oitiva, até que tivesse acesso a todos os elementos da investigação, incluindo dados de celulares apreendidos e a colaboração premiada do ex-ajudante de ordens Mauro Cid.

    Moraes rejeitou o pedido. O ministro afirmou, na decisão, que os advogados do ex-presidente tiveram acesso integral às provas já documentada no processo, com exceção das diligências em andamento e das informações da colaboração de Mauro Cid.

    O magistrado também afirmou que Bolsonaro não pode escolher a data e horário de seu interrogatório.