Democracia não se curva a intimidações de quem quer que seja, diz Lula
Em cerimônia de abertura do Judiciário, presidente disse que país é "maior do que qualquer golpista ou traidor da pátria"
Em cerimônia de abertura dos trabalhos no Judiciário nesta segunda-feira (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou que "democracia brasileira não se curva às pressões e intimidações de quem quer que seja".
Chefe do Executivo relembrou ainda o julgamento de alguns dos envolvidos no plano de golpe, que ocorreu ao longo de 2025 pela condução da Primeira Turma do STF. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), inclusive, foi um dos condenados pela trama golpista. Ele cumpre pena de 27 anos e três meses na Papudinha, em Brasília.
"A condenação dos golpistas deixou uma mensagem clara. Os responsáveis por qualquer futura tentativa de ruptura democrática serão punidos com o rigor da lei. Mostrou também que a democracia não é imune", ressaltou o presidente.
Lula disse também que "o Brasil demonstrou mais uma vez que é muito maior do que quaisquer golpistas ou traidores da pátria".
"STF não buscou protagonismo"
Segundo o presidente, o Supremo "não buscou protagonismo, muito menos tomou para si atribuições de outros poderes. Agiu no estrito cumprimento de sua responsabilidade institucional, defendeu a Constituição, garantiu a integridade do processo eleitoral e protegeu a liberdade do voto".
"Ministros desta Suprema Corte enfrentaram toda a sorte de pressões e até ameaças de morte. Mesmo assim, não fugiram de seu compromisso constitucional e reafirmaram que no Brasil divergências políticas se resolvem pelas urnas, pelo diálogo institucional e pelas leis", afirmou Lula.
A solenidade marca a retomada oficial dos trabalhos após mais de um mês de recesso e reúne autoridades dos Três Poderes e representantes de instituições do sistema de Justiça.
Além de Lula, a cerimônia contou com a presença do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre; do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta; o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Beto Simonetti.


