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    Eleições 2022

    Deputados debatem como a tensão entre os Poderes pode impactar nas eleições

    Presidente Jair Bolsonaro protocolou pedido de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes na quarta (18)

    Vinícius TadeuLucas Rochada CNN

    em São Paulo

    Em debate promovido pela CNN nesta quinta-feira (19), os deputados federais Filipe Barros (PL-PR) e Julio Delgado (PV-MG) analisaram como a tensão entre os Poderes pode impactar nas eleições presidenciais de outubro.

    Na quarta-feira (18), o presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou um pedido de investigação contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes na Procuradoria-Geral da República (PGR), após o ministro Dias Toffoli ter rejeitado o pedido de investigação contra Moraes.

    Na segunda-feira (16), Bolsonaro ajuizou uma notícia-crime contra Moraes. A ação citava supostos ataques à democracia, desrespeito à Constituição e desprezo aos direitos e garantias fundamentais.

    Alexandre de Moraes tomou posse como vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no dia 22 de fevereiro. O magistrado deverá assumir a presidência da Corte Eleitoral em agosto, no lugar de Edson Fachin.

    Para o deputado Filipe Barros, Alexandre de Moraes deveria se abster de conduzir os processos eleitorais em 2022.

    “Se o ministro Alexandre de Moraes tiver o mínimo de dignidade, ele deveria já ter se declarado suspeito não só para conduzir o processo eleitoral a partir dos próximos meses como presidente do TSE, mas também ter se dado suspeito nos processos em que ele conduz, como, por exemplo, no famigerado inquérito do fim do mundo, o inquérito das fake news“, disse Barros.

    Já o deputado Júlio Delgado avalia que Bolsonaro fomenta um clima de suspeição em relação a Moraes.

    “Vai se tentando criar um clima. O presidente Bolsonaro sabe que o ministro Alexandre de Moraes será o presidente [do TSE] que conduzirá as eleições de 2022, portanto, ele queria criar um clima de indisposição total com ele. Agora, ameaçando a recorrer às cortes internacionais para se criar um clima de eventual suspeição. É lógico que isso tem um pouco de provocação. A corda foi esticada demais”, afirmou.

    O deputado Filipe Barros afirma considerar o sistema eleitoral brasileiro “ultrapassado”. “A tecnologia que nós utilizamos é ultrapassada. Não é porque nós nunca tivemos uma suspeição sob nosso processo eleitoral que nós não precisamos aprimorá-lo, pelo contrário”, disse.

    “O Brasil, que na década de 1990 foi referência quando instalou as urnas eletrônicas e serviu de exemplo para muitos países, ficou para trás porque esses países atualizaram seus sistemas, implementando as urnas de segunda geração em que o voto é eletrônico mas também é impresso”, completou Barros.

    Para Delgado, o clima instalado no período pré-eleitoral “não é positivo”. “Este clima deixa as eleições muito perigosas, inclusive com o risco –e a gente tem que colocar aqui, não podemos permitir nenhuma quebra do estado democrático de direito– de instalações de climas antidemocráticos numa eleição que pode ser encerrada no dia 30 de outubro”, afirmou o deputado.

    Debate

    A CNN realizará o primeiro debate presidencial de 2022. O confronto entre os candidatos será transmitido ao vivo em 6 de agosto, pela TV e por nossas plataformas digitais.

    *Assista ao debate completo no vídeo acima.