Diplomacia brasileira defende “cabeça fria” para negociar com EUA
À CNN, Celso Amorim avalia que recurso à OMC deve ser considerado pelo valor político e simbólico
A diplomacia brasileira tem defendido que se adote “cabeça fria” na negociação com os Estados Unidos após o anúncio do presidente Donald Trump de uma tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros.
Na avaliação de assessores do presidente, na prática, a nova tarifa só seria adotada em agosto. E, por isso, é preciso observar todos os cenários com calma.
O primeiro passo, na avaliação da diplomacia brasileira, é observar se os Estados Unidos estão dispostos a dialogar.
O assessor para assuntos internacionais da Presidência da República, Celso Amorim, disse à CNN que até mesmo um recurso à OMC (Organização Mundial do Comércio) precisa ser ponderado.
“Há que se estudar pelo valor político e simbólico”, considerou Amorim.
Lula avalia recorrer à entidade mundial, que tem sido criticada por não conseguir reagir ao tarifaço de Donald Trump a vários países.
Um pronunciamento do presidente brasileiro em cadeia nacional, para falar sobre o assunto, tem sido avaliado.O petista, no entanto, ainda não tomou uma decisão. A diplomacia brasileira tem defendido que, neste momento, o petista adote cautela.


