Diplomacia brasileira defende “cabeça fria” para negociar com EUA

À CNN, Celso Amorim avalia que recurso à OMC deve ser considerado pelo valor político e simbólico

Gustavo Uribe e Jussara Soares, da CNN, Brasília
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A diplomacia brasileira tem defendido que se adote “cabeça fria” na negociação com os Estados Unidos após o anúncio do presidente Donald Trump de uma tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros.

Na avaliação de assessores do presidente, na prática, a nova tarifa só seria adotada em agosto. E, por isso, é preciso observar todos os cenários com calma.

O primeiro passo, na avaliação da diplomacia brasileira, é observar se os Estados Unidos estão dispostos a dialogar.

O assessor para assuntos internacionais da Presidência da República, Celso Amorim, disse à CNN que até mesmo um recurso à OMC (Organização Mundial do Comércio) precisa ser ponderado.

“Há que se estudar pelo valor político e simbólico”, considerou Amorim.

Lula avalia recorrer à entidade mundial, que tem sido criticada por não conseguir reagir ao tarifaço de Donald Trump a vários países.

Um pronunciamento do presidente brasileiro em cadeia nacional, para falar sobre o assunto, tem sido avaliado.O petista, no entanto, ainda não tomou uma decisão. A diplomacia brasileira tem defendido que, neste momento, o petista adote cautela.