Dois Lados: parlamentares comentam articulação no Congresso do presidente eleito

Deputados federais Reginaldo Lopes (PT-MG) e Danilo Forte (União Brasil-CE) analisaram as articulações que serão necessárias junto ao Congresso pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Basília Rodrigues, da CNN, em Brasília
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No quadro CNN Dois Lados desta quinta-feira (3), os deputados federais Reginaldo Lopes (PT-MG) e Danilo Forte (União Brasil-CE) analisaram as articulações que serão necessárias junto ao Congresso pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nesta quinta-feira, o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB), indicado como coordenador da equipe de transição do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, se reúnem em Brasília, para formalizar o início da transição do atual para o futuro governo.

O deputado Reginaldo Lopes avalia que a articulação será um desafio.

"Temos um enorme desafio, evidente. O presidente Lula venceu as eleições dentro de um movimento mais amplo, de reconstrução do Brasil. A partir desse olhar que nós vamos governar o Brasil. Portanto, queremos compor um amplo movimento no parlamento brasileiro, na Câmara e no Senado, que dê ao presidente Lula as condições de governabilidade", disse Lopes.

Já Forte afirma que o Congresso Nacional é a Casa de constituição e consenso.

"O Brasil é muito superior à disputa eleitoral, o povo tomou a decisão. A decisão precisa agora se institucionalizar. Essa relação do debate político vem em cima de um projeto político, tem uma pauta legislativa em andamento [...] Tem essa questão do ajuste orçamentário que o Brasil precisa fazer, o ajuste fiscal que precisa dar garantia inclusive de um futuro para o país", disse o parlamentar.

O deputado do PT afirmou que o governo do presidente Lula irá dialogar com o Centrão.

"Nós vamos conversar, tem um programa que saiu vitorioso das urnas. Nós precisamos a médio prazo reindustrializar o Brasil com a economia do 4.0, a nova economia do mundo [...] Precisamos retomar um projeto de país, começa pelo compromisso do presidente Lula de nenhum brasileiro ficar para trás ou passar fome. Para enfrentar, a primeira ação é garantir de fato os 600 reais, são mais de 20 milhões de família, também com o plus de 150 reais por filhos, são aproximadamente 9 milhões de crianças", disse Lopes.

Em relação às emendas de relator, que poderão ser reestruturadas no novo governo, o deputado do União Brasil disse que a medida é uma emenda de ajuste.

"A emenda de relator é em função do desenvolvimento da arrecadação e dos investimentos que o governo precisa fazer durante o ano. Ele precisa, muitas vezes, reajustar as sobras e priorizar alguns programas de governo", disse.

Acompanhe o debate completo no vídeo acima.

(Publicado por Lucas Rocha)