Doria nega ter convidado Eduardo Leite para coordenar campanha

Candidato do PSDB à presidência afirma querer papel de protagonismo para o governador gaúcho

Governador João Doria em coletiva de imprensa no diretório paulista do PSDB.
Governador João Doria em coletiva de imprensa no diretório paulista do PSDB. CNN

Leonardo LopesTainá Falcãoda CNN

em São Paulo

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Em uma coletiva de imprensa no diretório paulista do PSDB, o candidato à presidência pelo partido, João Doria, negou, nesta segunda-feira (29), que tenha convidado o governador gaúcho Eduardo Leite para ser seu coordenador de campanha.

“Eu não fiz esse convite. Eu convidei o Eduardo para dialogar, e ele aceitou. Na volta dos Estados Unidos, estaremos conversando para que ele possa ter um papel de protagonismo na campanha do PSDB”, afirmou o governador de São Paulo em resposta à CNN.

Doria embarca amanhã com uma delegação rumo à Nova York para o que chamou de “missão empresarial”. O governador deve inaugurar um escritório comercial de São Paulo na cidade, e se reunir com representantes do setor privado.

Ele complementou que “jamais faria” o convite para Eduardo Leite atuar como seu coordenador de campanha. “Ele é governador do Rio Grande do Sul, e agora volta a fazer o seu papel de protagonista, que é conduzir o destino do estado e dos gaúchos. Precisamos de um coordenador que esteja fisicamente próximo do candidato”, disse Doria.

“Ele terá protagonismo sim. Mas isso será objeto para nossa conversa após o retorno dos EUA”, concluiu.

O vencedor das prévias do PSDB aproveitou para demonstrar que já começou os trabalhos de diálogo com os candidatos da chamada “terceira via”. Doria afirmou que já conversou por telefone e trocou mensagens com outros pré-candidatos, e que pretende se reunir pessoalmente com todos ao retornar de viagem.

O único candidato que o governador paulista citou nominalmente em relação a essas conversas foi o ex-ministro Sergio Moro (Podemos). “Já marcamos um encontro com ele e a deputada Renata Abreu, presidente do Podemos”, disse.

Questionado sobre a possibilidade de abrir mão da sua candidatura para ser vice de Moro, Doria afirmou: “Nem letras, nem números, nem projeção. É cedo e temos um longo período pela frente para sedimentar uma decisão dessa natureza.”

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