Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Durante posse, “Festival do Futuro” terá 150 artistas e discurso de Lula

    Diretor artístico do evento disse à CNN que espera que os shows sejam realizados novamente nos próximos anos

    Palácio do Planalto, em Brasília
    Palácio do Planalto, em Brasília Comunicação/Casa Civil

    Pedro Duranda CNN

    Brasília

    A Esplanada dos Ministérios em Brasília foi preparada para receber neste domingo (1º) durante a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva um festival com 150 artistas. A estrutura está preparada para receber de 300 a 500 mil pessoas. O ‘Festival do Futuro’ vai fazer parte do dia da posse e terá discurso de Lula à noite.

    Os organizadores afirmam que o evento não terá dinheiro público. O valor, segundo a organização, está sendo custeado por pessoas físicas e jurídicas. A maior parte do dinheiro vem de centrais sindicais e organizações da sociedade civil como a CNI e a CNC.

    O custo para a realização dos shows não foi divulgado, mas a estrutura contará com potente equipamento de som, painéis de led grandes no palco e em outras seis torres espalhadas na Esplanada e estrutura para idosos e pessoas com deficiência.

    O diretor artístico do ‘Festival do Futuro’, Warley Alves, explica que a articulação com os artistas foi feita pela futura primeira-dama Rosângela Silva, a Janja. No final das contas, cerca de 150 artistas pegarão o microfone durante os shows, incluindo participações.

    A futura Ministra da Cultura, Margareth Menezes, será uma das atrações, assim como Pablo Vittar, Gaby Amarantos e Duda Beat. Os artistas que se posicionaram durante a campanha a favor de Lula foram procurados. Outros sinalizaram interesse em participar.

    “Quando a Janja nos convidou junto com as centrais sindicais pra pensar uma festa popular a gente tentou apresentar uma proposta que desse conta do tamanho da alegria que é esse momento”, disse a CNN o diretor artístico do evento.

    A data dos shows acabou atrapalhando os planos de Alves e Janja, já que artistas como Zeca Pagodinho, que estará no Réveillon de Copacabana, não poderão participar do evento. Os shows começam às 11h da manhã e vão atravessar a madrugada até 4h da manhã da segunda-feira (2/1).

    Para conseguir montar a estrutura e otimizar o uso dos dois palcos que têm o formato da bandeira do Brasil, os organizadores incluíram na programação espetáculos com vários artistas. Para isso contaram com a ajuda do produtor cultural Daniel Ganjamen, que organiza o show Outra Vez Cantar, o pianista Itamar Assiere, do show Amanhã vai ser outro dia e Evandro Fióti, do espetáculo Futuro Ancestral.

    Alves conta que Lula estará no palco e vai conversar com o público depois que sair do coquetel de recepção aos chefes de Estado estrangeiros, no Palácio do Itamaraty.

    A Praça dos Três Poderes terá limitação de 30 mil pessoas. Os shows serão interrompidos para a transmissão de cada passo dos ritos da posse presidencial.

    A imprensa será posicionada em duas tendas elevadas e cobertas. Há 90% de chances de chover em Brasília, de acordo com a Climatempo. O local terá espaços cobertos para pessoas com essa necessidade.

    “É uma coisa que deveria se perpetuar. Celebrar é importante, celebrar a democracia, celebrar o que aconteceu, as pessoas se mobilizaram pra voltar. Existe pela primeira vez um segundo turno com abstenção menor que o primeiro, então as pessoas foram e colocaram ali a sua digital, quiseram ser ouvidas porque elas pensam politicamente, e eu acho que isso é sim motivo de celebração”, conta Alves.