Em 2ª reunião, comissão do voto impresso discute plano de trabalho na Câmara

Texto tem que ser aprovado até outubro para mudança de sistema eleitoral no país em 2022

Mathias Brotero, da CNN, em Brasília

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A comissão especial instalada na Câmara dos Deputados para analisar o projeto que quer tornar o voto impresso obrigatório no país fez sua segunda reunião na tarde desta segunda-feira (17) e discutiu os planos de trabalho. 

A ideia é realizar pelo menos seis audiências públicas para discutir a possibilidade de introdução do voto auditável, no qual um comprovante é impresso para confirmar os dados registrados na urna eletrônica. 

Para as audiências, devem ser chamadas autoridades que participaram da implementação da urna eletrônica, além de auditores que não façam parte do sistema público. Ex-presidentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também devem ser ouvidos. 

O plano de trabalho foi apresentando pelo relator Filipe Barros (PSL-PR), que afirmou ter intenção de votar na comissão até julho. Para valer já em 2022, o projeto de lei que altera o sistema eleitoral deve ser aprovado até outubro deste ano, e depois em dois turnos na Câmara e no Senado. 

Autora do projeto, a deputada Bia Kicis (PSL-DF) disse na comissão que a medida do voto auditável é um avanço tecnológico. Kicis destacou que o voto continuará sendo eletrônico e a diferença é que terá um comprovante impresso.

Uma das principais críticas ao voto auditável é o custo. Na semana passada, o ministro do TSE, Luis Roberto Barroso, disse que mudanças para 2022 teriam custo de R$ 2 bilhões aos cofres públicos. 

À CNN, o relator do texto disse que pretende conversar com o presidente do TSE e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, para chegar a um consenso antes de levar o projeto ao Congresso.

Boletim de urna impresso pela urna eletrônica
Boletim de urna impresso pela urna eletrônica
Foto: Reprodução/TSE

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