Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Em ataque aos Poderes, pelo menos oito obras de arte foram danificadas

    Segundo assessores do governo, há peças que dificilmente serão restauradas e o prejuízo pode ser milionário

    Obra de Di Cavalcanti danificada após invasão ao Palácio do Planalto
    Obra de Di Cavalcanti danificada após invasão ao Palácio do Planalto Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

    Gustavo Uribe

    O ataque criminoso no último domingo (8) contra as sedes dos Três Poderes danificou pelo menos oito obras de arte e pode representar um prejuízo milionário.

    A Polícia Federal realiza desde a madrugada de segunda-feira (9) perícia técnica do estrago causado por criminosos bolsonaristas.

    O impacto financeiro total da destruição ainda não foi calculado. Mas, de acordo com técnicos do governo, os danos causados em algumas obras de arte são de difícil restauração.

    É o caso do relógio Balthazar Martinot, um presente da realeza francesa a dom João VI. O objeto foi trazido ao Brasil em 1808.

    Os vândalos retiraram os ponteiros do relógio e arrancaram uma imagem de Netuno.

    A escultura em bronze “O Flautista”, de Bruno Giorgi, também exposta no terceiro andar do Palácio do Planalto, foi destruída, com pedaços arrancados.

    Na sede do governo, também foram danificadas uma escultura de parede do artista polonês Frans Krajcberg, uma mesa-vitrine de Sérgio Rodrigues, o quadro “Bandeira do Brasil” de Jorge Eduardo e a pintura “As mulatas”, de Di Cavalcanti, que teve sete rasgos.

    Uma das mesas de despacho utilizada pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961), feita de jacarandá, também foi destruída. Ela foi usada de barricada pelos vândalos que invadiram o Palácio do Planalto.

    A lista de obras de arte danificadas também inclui peças expostas na Câmara dos Deputados, como o “Muro Escultórico”, de Athos Bulcão, e as esculturas “Maria”, de Sônia Ebling, e “Bailarina”, de Victor Brecheret.

    Confira a lista de obras de arte danificadas:

    • Muro Escultórico, de Athos Bulcão – 1976.
    • Bailarina, de Victor Brecheret – 1920.
    • Maria, Maria, de Sônia Ebling – 1980.
    • As mulatas, de Di Cavalcanti – 1928.
    • O Flautista, de Bruno Giorgi – 1962.
    • Relógio Netuno, de Balthazar Martinot – 1808
    • Mesa-vitrine, de Sérgio Rodrigues – 1965
    • Escultura de Parede, Frans Krajcberg – 1970
    • Bandeira do Brasil, de Jorge Eduardo, 1995