Em MG, Lula ironiza Zema e sugere “curso à distância” para descascar banana

Presidente referenciou vídeo publicado pelo governador em fevereiro deste ano, criticando a alta no preço de alimentos

Da CNN
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva  • Reprodução/CanalGov
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Ao discursar em um evento em Minas Gerais nesta quinta-feira (11), o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ironizou o governador do estado, Romeu Zema (Novo), ao afirmar que ele "não deve ter aprendido a descascar a banana ainda".

O presidente fez referência a um vídeo publicado pelo governador em fevereiro deste ano, em que ele come uma banana com casca para criticar a alta de preços dos alimentos. “Desta vez eu recorri a uma nutricionista para ver se podia ou não, e ela falou que sim”, diz Zema no vídeo, e em seguida come a fruta com casca.

Para Lula, "o cara que não aprendeu a descascar banana não pode querer fazer nada mais". Na sequência, o presidente propõe em tom irônico, um "cursinho à distância para ensinar a descascar a banana e comer".

Veja o vídeo de Zema:

Logo em seguida, o chefe do Executivo chama para seu lado o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União), para falar da sua vontade de fazer uma "comparação de política social em Minas Gerais".

"Quem fez mais política social? O governo federal, ou o governo estadual? Em todas as áreas, em todas as áreas, não tem! Ele pode até escolher os assuntos. Eu quero medir quem é que cuidou mais do povo de Minas Gerais. Eu quero fazer o mesmo em São Paulo, eu quero fazer o mesmo em Goiás", disse Lula citando estados comandados por adversários políticos.

Ao citar 2026, ano em que acontecem as próximas eleições para a Presidência da República e para governos estaduais, Lula disse que a ideia é "andar por esse país tentando provar quem fez o que para dar o direito do povo bem escolher".

"E o povo vai decidir se ele quer o que eu acho que ele quer, ou se ele quer o que os outros acham que ele quer", citou.

A CNN Brasil entrou em contato com o governo de Minas Gerais, que disse "não comentar entrevistas ou declarações".