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    Em nome da PEC do Estouro, governo eleito vai engrossar críticas ao orçamento secreto

    A ideia é rebater as críticas à proposta que prevê R$ 175 bilhões extrateto para gastos sociais

    Leonardo Ribbeiroda CNN

    em Brasília

    Há praticamente 30 dias do prazo estimado para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa garantir o auxílio de R$ 600 no próximo ano para a população mais pobre, o governo eleito vai mudar a estratégia de pressão dos parlamentares.

    Para rebater o argumento, sobretudo de partidos fora da base oficial de apoio, de que o valor de R$ 175 bilhões é incompatível e pode ser reduzido, a transição vai usar o montante destinado ao chamado Orçamento Secreto como contraponto.

    “A situação orçamentária [na área de desenvolvimento regional] é grave e revela uma opção que foi feita pelo atual governo, que é a opção de priorizar a destinação de recursos para as chamadas emendas parlamentares, e não priorizar a destinação de recursos em obras programáticas e emergências que necessitam ter resposta por parte da União”, explicou o senador Randolfe Rodrigues (Rede/AP), que integra o grupo técnico do Desenvolvimento Regional.

    Apesar de usar a área que tem sido responsável na transição para dar o exemplo, o tom do senador em conversa com jornalistas nesta terça-feira (22) foi de alfinetada nos colegas de parlamento que não abrem mão do dinheiro do orçamento secreto em detrimento dos programas sociais e outros projetos considerados indispensáveis pela nova gestão para o início do ano.

    “Em janeiro, a União não terá capacidade nenhuma de investimento em Desenvolvimento Regional. Para eventualidades de Defesa Civil que geralmente ocorrem em janeiro, não há dotação orçamentária”, disse.

    A distribuição de recursos nesta área cria, segundo ele, uma ausência de sintonia sobre a execução orçamentária. “Tem quase R$ 2 bilhões destinados à Codevasf e falta recursos para Defesa Civil”, pontuou.