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    Em posse, Silvio Costa diz que vai trabalhar para reduzir preço de passagem aérea

    Novo ministro de Portos e Aeroportos - que assumiu pasta em articulação do governo para acomodar o centrão - agradeceu ao presidente Lula e defendeu investimento no Brasil

    Silvio Costa Filho assume ministério de Portos e Aeroportos em ato fechado com Luiz Inácio Lula da Silva
    Silvio Costa Filho assume ministério de Portos e Aeroportos em ato fechado com Luiz Inácio Lula da Silva Divulgação/Ricardo Stuckert

    Tiago Tortellada CNN

    em São Paulo

    Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), que assumiu nesta quarta-feira (13) o Ministério de Portos e Aeroportos, afirmou que trabalhará com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com o setor produtivo para abaixar o preço das passagens aéreas praticados pelas companhias no Brasil.

    “Precisamos discutir o preço do querosene da aviação nacional, porque, no preço da passagem, 40% é o custo do querosene. E o Brasil, hoje, é um dos países que paga um dos maiores custos de operação do mundo”, destacou Costa Filho.

    Ele adicionou que o barateamento nas passagens também significa “crescimento, desenvolvimento e dá uma sinalização para o próprio brasileiro conhecer o Brasil”, sendo fundamental para o fortalecimento da aviação.

    A fala aconteceu durante a cerimônia de posse de Silvio Costa. No ato, ele destacou que assumir a pasta é um dos “maiores desafios” e grande “responsabilidade”. Emocionado, agradeceu à família e a Lula, a quem chamou de melhor presidente do Brasil.

    Também estiveram presentes o vice-presidente Geraldo Alckmin, outros ministros, e o antigo chefe da pasta, Márcio França, que assumiu o recém-criado Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte.

    A criação do novo ministério e a chegada de Silvio Costa  é uma tentativa de Lula de acomodar mebros do centrão em seu governo.

    O novo ministro também falou sobre biocombustível e “combustível verde”, destacando que assinará nesta quinta-feira (14), junto ao presidente Lula, um projeto que “sinaliza que 1% pelo menos da aviação já possa dialogar com combustível verde”.

    Durante a cerimônia, Márcio França destacou que, para que o governo seja mais eficiente, é necessário ter grande base parlamentar. A “dança das cadeiras” nos ministérios acontece exatamente para acomodar o centrão na Esplanada dos Ministério e ganhar apoio no Congresso Nacional.

    Costa Filho “alfineta” mercado, critica taxa de juros e prega investimentos

    Ainda durante a posse, Silvio Costa Filho também “alfinetou” o mercado e disse que tem confiança que, através do PAC, o Brasil estará entre os oito países mais desenvolvidos do mundo.

    “Quando Alckmin iniciou a transição, o governo foi vítima de muito preconceito e julgamentos prévios. Lembro que o mercado financeiro precificava que o Brasil, em 2023, teria um crescimento de 0,6% — dando tudo certo”, disse.

    “E, hoje, pelas políticas públicas que estão sendo implementadas, pela transição transparente e correta que foi feita, sob as políticas de estabilidade econômica, controle das contas públicas, retomada dos investimentos públicos e privados, o Brasil já espera hoje crescer quase 3% do PIB”, complementou.

    Em seguida, o ministro defendeu a diminuição da taxa de juros e pregou maior investimento no país, que classificou como uma “janela de oportunidades”.

    “Quero colocar que também essa é um posição do presidente Lula, de Alckmin: que não temos preconceito com quem produz. Nós queremos buscar o setor produtivo para ajudar o Brasil a produzir a geração de emprego e renda”, pontuou.

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