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    Em reunião com Barroso, líder da oposição no Senado pede que Moraes deixe relatoria de 8/1

    Grupo de senadores manifestou preocupação com a condução das investigações em audiência com o presidente do Supremo

    Marinho também comentou que o intuito da reunião era conversar com Barroso sobre a busca e apreensão que aconteceu na casa e no gabinete do líder da oposição, deputado Carlos Jordy (PL-RJ)
    Marinho também comentou que o intuito da reunião era conversar com Barroso sobre a busca e apreensão que aconteceu na casa e no gabinete do líder da oposição, deputado Carlos Jordy (PL-RJ) REUTERS/Adriano Machado

    João RosaLuciana Amaralda CNN

    Brasília

    O líder da oposição no Senado Federal, Rogério Marinho (PL-RN), pediu que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deixe a relatoria do processo relativo aos atos criminosos de 8 de janeiro de 2023.

    A declaração aconteceu após reunião dele e outros senadores da oposição com o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, na tarde desta quarta-feira (24), em Brasília.

    Além de Rogério Marinho, participaram do encontro o líder do PSDB no Senado, Izalci Lucas (PSDB-DF), Márcio Bittar (União-AC) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que foi vice-presidente da República no governo de Jair Bolsonaro (PL).

    “Colocamos para o ministro a preocupação com a condução do processo de 8 de janeiro. Houve uma entrevista do ministro Alexandre de Moraes, que é o condutor do processo, onde ele afirma que um dos objetivos do 8 de janeiro era enforcá-lo em praça pública. Acreditamos que ele deveria abrir mão de conduzir o processo para que haja isenção e não haja, no futuro, nulidade”, afirmou Marinho.

    Segundo o senador, o ministro Barroso escutou o pedido e deve levar a solicitação ao ministro Alexandre de Moraes.

    “Ele [Barroso] não tem condição de determinar que isso [afastamento de Moraes dos inquéritos] aconteça, mas ele nos ouviu e se prontificou a levar nossas preocupações para o ministro Alexandre e outros membros da Corte”, completou o senador.

    Marinho também comentou que o intuito da reunião era conversar com Barroso sobre a busca e apreensão que aconteceu na casa e no gabinete do líder da oposição, deputado Carlos Jordy (PL-RJ).

    “Viemos trazer para ele [Barroso] uma preocupação que a busca e apreensão que foi feita não foi contra o deputado, foi contra o líder da oposição. Esperemos que isso não seja um padrão e nem haja uma banalização. Acreditamos que ninguém está acima da lei. Todo mundo pode e deve ser investigado se houver alguma suspeita”, declarou Marinho.

    O STF divulgou nota confirmando que o presidente da Corte, ministro Barroso, recebeu em audiência os senadores para tratar de diversos assuntos.

    Entre eles, as investigações referentes ao dia 8 de janeiro e sobre a continuidade do inquérito das Fake News. A nota destaca que os parlamentares manifestaram preocupação com o andamento das apurações.

    A CNN procurou o ministro Alexandre de Moraes para comentar o pedido dos senadores em relação à condução do inquérito, mas ainda não recebeu retorno.

    Entrega de relatório da CPI das ONGs

    Ainda de acordo com a nota do Supremo, o senador Márcio Bittar entregou a Barroso o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a atuação de organizações não-governamentais (ONGs) na Amazônia, que aconteceu no Senado ao longo do ano passado.

    Bittar foi o relator do colegiado. Segundo o Supremo, o senador e Barroso “trocaram ideias sobre questão da Amazônia e da sustentabilidade dos 28 milhões de habitantes locais”.