Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Eleições 2022

    Embaixadas avaliam reações conjuntas a ameaças de Bolsonaro ao sistema eleitoral

    Ideia é dar ainda mais força a posições de repúdio aos ataques à  democracia brasileira

    Thais Arbexda CNN

    O encontro do presidente Jair Bolsonaro com embaixadores, na segunda-feira (18), estabeleceu uma espécie de alerta permanente nos corpos diplomáticos no Brasil, que avaliam, a partir de agora, reações conjuntas a novas ameaças de Bolsonaro ao sistema eleitoral do país.

    A avaliação de integrantes da diplomacia é a de que, a partir do evento no Palácio da Alvorada, as representações no Brasil precisam criar um intercâmbio de troca de informações sobre a realização das eleições e, acima de tudo, passar a se manifestar conjuntamente.

    A ideia é dar ainda mais força a posições de repúdio aos ataques à  democracia brasileira. A articulação por uma atuação conjunta surge a partir da percepção de que, hoje, o cenário é imprevisível.

    Como mostrou a CNN nesta quarta (20), relatório de uma embaixada da Europa diz que declarações de Bolsonaro durante o encontro com diplomatas “são perigosas” e “indicam ações imprevisíveis”.

    Um dos destaques do relatório foi o momento em que o presidente afirmou aos embaixadores que sua intenção é a de “corrigir falhas” e “apresentar uma saída”.“Queremos corrigir falhas, queremos transparência, queremos democracia de verdade.

    Sou acusado de querer dar um golpe. Estou questionando o sistema primeiro, ter tempo para resolver esses problemas”, relata o documento, transcrevendo a fala de Bolsonaro.

    Em seguida, a embaixada faz sua análise: “Essas declarações são perigosas porque indicam ações imprevisíveis”.

    A ideia é a de que, a partir de agora, o monitoramento sobre a situação política no Brasil se intensifique e, na avaliação de integrantes da diplomacia, a troca de informações entre as embaixadas pode ser determinante para que o cenário esteja mais bem mapeado.

    Procurado, o Palácio do Planalto não se manifestou.