Estado de saúde pode agravar com regime fechado, diz defesa de Heleno
Moraes determinou a realização de perícia médica completa para avaliar estado de saúde de Augusto Heleno, diagnosticado com Alzheimer
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou à PF (Polícia Federal) a realização de uma perícia médica no general Augusto Heleno, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), nos próximos 15 dias. A decisão surge após a defesa alegar que o estado de saúde de Heleno pode se agravar caso permaneça em regime fechado.
A perícia ordenada deverá incluir uma avaliação clínica completa, considerando o histórico médico apresentado. Os peritos da PF poderão realizar exames adicionais, incluindo avaliações laboratoriais, neurológicas, neuropsicológicas e exames de imagem como ressonância magnética.
Contradições no diagnóstico
O pedido de perícia ocorre em meio a informações contraditórias sobre o diagnóstico de Alzheimer. Durante exame de corpo de delito, Heleno teria informado ter recebido o diagnóstico em 2018. No entanto, a documentação médica apresentada posteriormente indicava que o diagnóstico foi realizado apenas em janeiro de 2024.
A defesa esclareceu que, desde 2018, Heleno realiza acompanhamento neuropsiquiátrico. Segundo a cronologia apresentada, ele foi diagnosticado inicialmente com transtorno depressivo grave, apresentou melhora, mas voltou a manifestar sintomas de ansiedade em 2022. Em 2023, começou a apresentar falhas de memória, levando a uma investigação mais detalhada que resultou no diagnóstico de Alzheimer este ano.
Pedido de prisão domiciliar
A defesa solicita a conversão da pena para regime domiciliar em caráter humanitário, citando o diagnóstico de Alzheimer e outras doenças crônicas. A PGR (Procuradoria Geral da República) já se manifestou favoravelmente à conversão da prisão para domiciliar. A decisão final, no entanto, aguardará o resultado da perícia médica solicitada.


