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    Ex-comandante da PM do DF se nega a dizer a verdade na CPMI do 8/1

    Coronel Fábio Augusto Vieira compareceu à comissão nesta terça-feira (29)

    Lucas SchroederMarcos Amorozoda CNN

    São Paulo e Brasília

    Em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro nesta terça-feira (29), o coronel Fábio Augusto Vieira, ex-comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), negou ter permitido os ataques às sedes dos Três Poderes. Ele afirmou ainda que não se comprometeria em dizer a verdade e que permaneceria em silêncio perante o colegiado.

    “Fiquei consternado ao ver vândalos, verdadeiros terroristas depredando prédios e atacando instituições que sempre protegi com muita dedicação. Jamais compactuei ou permiti que atacassem nosso Estado Democrático de Direito. Por orientação da minha defesa técnica, permanecerei em silêncio até o acesso à íntegra dos autos”, disse o militar.

    “Me comprometo e me coloco à disposição para retornar numa outra oportunidade para esclarecer os fatos, depois de ter a íntegra dos processos”, acrescentou o coronel.

    Ao ser perguntado pelo presidente da comissão, deputado federal Arthur Maia (União-BA), se falaria a verdade frente aos parlamentares, Vieira declarou: “Conforme mencionado, por não ter acesso à íntegra dos autos, eu vou permanecer em silêncio e não vou fazer o cumprimento [de dizer a verdade]”.

    Anteriormente, deputados e senadores discutiram a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que permitiu a Vieira o direito “de não ser submetido ao compromisso de dizer a verdade ou de consignar termos com tal conteúdo”.

    O presidente da CPMI resumiu a liminar de Zanin em uma frase: “O depoente pode mentir”.

    Diante dos questionamentos da relatora da comissão, senadora Eliziane Game (PSD-MA), o ex-comandante da PMDF ficou calado.

    Veja também – Presidente da CPMI repercute decisão de proibir fotógrafo de participar das sessões