Ex-ministro da Agricultura será indicado para concorrer ao Nobel da Paz

O movimento pela indicação é liderado pelo também ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas

Noeli Menezes, da CNN, em Brasília
Compartilhar matéria

Entidades do agronegócio, universidades e profissionais do Brasil e de outros países vão formalizar até 31 de janeiro a candidatura do ex-ministro da Agricultura Alysson Paolinelli, 84, ao Prêmio Nobel da Paz de 2021 por sua contribuição para a revolução da agricultura tropical. 

O movimento pela indicação é liderado pelo também ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGV Agro). O nomeador oficial será o diretor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq).

Assista e leia também

Banco do Brasil anuncia venda de 1,4 mil imóveis com descontos de até 70%

'Rezou por mim, estando nós dois completamente despidos', relata ex-seminarista

Segundo Rodrigues, o dossiê traduzido para o inglês, que será entregue ao Comitê do Prêmio Nobel na Noruega, já estava pronto. No entanto, com a divulgação da indicação no final do ano, mais instituições e países pediram para apoiar a candidatura.

“Já temos mais de 100 cartas de apoiadores. São dez países e dezenas de universidades e instituições ligadas ao agronegócio”, afirmou o ex-ministro.

A gestão de Paolinelli no Ministério da Agricultura do Governo Geisel (1974-79) foi responsável pela consolidação e pela expansão da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, criando 26 representações da Embrapa em diversas regiões do país. 

Com apoio à pesquisa e investimento em tecnologia no campo, nos anos 1970, o Brasil conseguiu transformar o cerrado, até então considerado impróprio para agricultura, na região brasileira com a maior produção de grãos em larga escala.

O país deixava de ser dependente internacional para se transformar em um dos maiores exportadores de grãos do mundo.

Paolinelli se tornou engenheiro-agrônomo pela Universidade Federal de Lavras (MG). Além de ministro, foi secretário de Agricultura de Minas Gerais por três vezes e deputado federal constituinte.

Atualmente, é embaixador da Boa Vontade do IICA (Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura) e presidente do Instituto Fórum do Futuro.