Exaltados, senadores cogitaram prender Wajngarten nesta quarta-feira

Pedido de prisão foi negado pelo presidente da CPI da Pandemia

Postura de ex-secretário na CPI irritou alguns dos parlamentares presentes
Postura de ex-secretário na CPI irritou alguns dos parlamentares presentes Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Basília Rodriguesda CNN

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A possibilidade de o ex-secretário de comunicação da presidência Fábio Wajngarten sair preso da CPI da Pandemia nesta quarta-feira (12) foi discutida por senadores durante o intervalo da sessão. Exaltados com a postura de Wajngarten, integrantes da comissão avaliaram que houve mentira e desrespeito da testemunha.

Ao ser questionado sobre o comportamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o ex-secretário afirmou: “pergunta para ele”. Além disso, disse também que não chamou a gestão do ex-ministro Eduardo Pazuello de incompetente, ao contrário da entrevista que concedeu à revista Veja.

A CNN apurou que o senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da comissão, repetiu para Wajngarten, na hora do intervalo da sessão, que ele poderia ser preso. De acordo com relatos, outros parlamentares advertiram o ex-secretário de que ele deveria pensar bem sobre o que está falando no depoimento.

Apesar de também irritado com o depoente, o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), foi contra a prisão em flagrante, afirmando que não gostaria de expor a família do ex-secretário, que acompanha o depoimento pela televisão. O senador Marcos Rogério (DEM-RO), que é da tropa governista, retirou Wajngarten de perto dos outros senadores.

O pedido de prisão acabou sendo negado por Omar Aziz.

O artigo 58 da Constituição prevê que as Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, o que concede poder para que o presidente da comissão peça prisão em caso de flagrante.

Nesta quarta-feira, a comissão decidiu requerer a íntegra do áudio da entrevista concedida por Wajngarten à Veja. Na CPI, o ex-secretário afirmou que “jamais” chamou a equipe do Ministério da Saúde de “incompetente”.

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