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    Exército avalia reduzir quantidade de próteses em futuras licitações

    Compra de 60 próteses penianas teria sido feita entre 2020 e 2021; valor total seria de R$ 3,5 milhões

    Militares do Exército brasileiro
    Militares do Exército brasileiro Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Kenzô MachidaGabriela Vinhalda CNN

    em Brasília

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    Após parlamentares apontarem que o Exército Brasileiro teria gasto quase R$ 3,5 milhões na aquisição de 60 próteses penianas infláveis, a Força avalia, a partir de agora, reduzir a quantidade de próteses em futuras licitações. A informação é de fontes das Forças Armadas ouvidas pela reportagem da CNN.

    A compra teria sido feita entre 2020 e 2021, por meio de três pregões disponíveis no Portal da Transparência e no Painel de Preços do governo federal. As próteses teriam entre 10 e 25 centímetros e cada unidade custa até R$ 60 mil. Elas teriam sido destinadas a hospitais militares de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

    A aquisição foi divulgada pelo deputado Elias Vaz (PSB-GO) e pelo senador Jorge Kajuru (Podemos-GO) que afirmaram que acionariam o Ministério Público Federal (MPF) e o Tribunal de Contas da União (TCU) para apurar eventual irregularidade.

    Em nota, o Exército informou que foram adquiridas apenas três próteses “dentro das exigências legais”, para cirurgias de usuários do Fundo de Saúde do Exército (FUSEx). Procurado, o Ministério da Defesa, por sua vez, disse que caberia àquela Força se pronunciar.

    Compra de Viagra

    Na última segunda-feira (11), o deputado Elias Vaz apresentou requerimento pedindo explicações ao Ministério da Defesa sobre processos de compra de 35.320 comprimidos de Viagra, medicamento para tratar a disfunção erétil, para atender as Forças Armadas.

    Junto com o deputado Marcelo Freixo (PSB-RJ), que também acionou o MPF para pedir investigação sobre indícios de superfaturamento nos remédios. O índice pode chegar a 143%, segundo levantamento dos parlamentares. Em nota, a Defesa citou que o medicamento adquirido era um genérico do Viagra e disse que era usado no tratamento de pacientes com hipertensão.

    Em nota, o Ministério da Defesa citou que o medicamento adquirido era um genérico do Viagra, explicando que sua compra obedeceu à legislação. Ele seria usado no tratamento de pacientes com hipertensão.

    “A aquisição de sildenafila visa ao tratamento de pacientes com Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP). Esse medicamento é recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento de HAP. Por oportuno, os processos de compras das Forças Armadas são transparentes e obedecem aos princípios constitucionais”, afirmou a pasta.

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